Luana Mattos | Writing a better world » Opinião
"Do not conform to the pattern of this world, but be transformed by the renewing of your mind." Romans 12:2
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De acordo com o site Publish News, o livro Como Eu Era Antes de Você da autora britânica Jojo Moyes está em 1º lugar na lista dos livros mais vendidos no Brasil (fato que se repete há alguns meses já). Mas o que há por trás dessa capa tão singela? E porque um livro tão água com açúcar gerou tanta polêmica? Talvez seja porque o final do livro deixa um gostinho meio amargo na boca… Vejamos, o tema é controverso, afinal estamos falando de suicídio assistido.

Mesmo eu sabendo com antecedência qual seria o desfecho dessa história eu embarquei nela. Como já descrevi nessa resenha, li o livro super-rápido, estava intrigada. Sabia o começo e o fim, mas minha duvida era: será que o fim seria justificado pelo meio?

Particularmente, eu gostei da proposta do livro. Não posso atestar quanto a sua veracidade, pois não tenho nenhuma experiência no assunto, mas ele certamente abriu meus olhos para os desafios que pessoas com deficiência física enfrentam diariamente. Mas o livro é só uma fatia do bolo, não é correto afirmar que ele retrata de forma ampla a realidade de todos deficientes físicos. E é ai que mora o perigo, ao assumir o risco de manter o mesmo final do livro, a “dramédia romântica” gerou bastante revolta nos fãs da autora e também nas pessoas que convivem com a paralisia.

Diante desse fato, busquei a opinião de algumas pessoas a respeito do tema principal do filme, questionando que mensagem eles acreditam que a história de Will passa para o publico em geral. Afinal de contas, o filme faz apologia ao suicídio assistido? Romantiza a morte ou apenas traz a experiência de um personagem que não soube lidar com a sua atual condição?

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Quanto a minha resposta a pergunta que fiz a essas pessoas: Eu não sei que tipo de mensagem o livro/filme irá passar para o publico em geral, e para as pessoas com deficiência física, mas o que eu gostaria que eles extraíssem do filme é que suas vidas são importantes! Quando alguém diz que gostou do livro/filme, ela não está necessariamente dizendo que concordou com a decisão do Will, e é exatamente isso que muitos estão deixando passar, a história de Will e Lou não é uma apologia ao suicídio assistido, a revolta que fica quando os créditos sobem ou as ultimas páginas viram é a mensagem principal. Se você não gostou do final, é porque você sabe que uma deficiência ou doença congênita não é necessariamente o fim, e que todos os obstáculos podem ser superados com o amor e o apoio daqueles que amamos. É impossível concordarmos 100% a respeito de qualquer coisa, então que possamos manter nossas mentes abertas para conversas como essa, que nos fazem ir além dos limites do nosso cotidiano.

Segundo dados do IBGE: 6,2% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, e ao contrário do Will, muitas delas não tem condições de pagar pelo tratamento necessário. E através da nossa contribuição nós temos a oportunidade de mostrar o quanto essas vidas são importantes para nós.

Com sorte, toda essa polêmica em torno do filme servirá para quebrar paradigmas a respeito de pessoas com deficiências físicas, e abra a nossa mente para compreendermos melhor outras realidades.

Para mais histórias inspiradoras e informações, visite:

http://www.cantinhodoscadeirantes.com.br/

 https://www.facebook.com/ACADEF/

*Agradeço a todos que gentilmente contribuíram para essa matéria. Muito obrigada!

 

Antes de mais nada quero dizer que não sou, nem tenho a intenção de me tornar uma critica de filmes, sou apenas uma telespectadora que gosta de ir mais além dos créditos finais. Tendo dito isso, prossigamos… Recentemente eu assisti dois filmes de ação, (que devo dizer não é o meu gênero favorito mas que aprecio de vez em quando), ambos os títulos geraram muita expectativa por se tratarem de uma releitura de dois clássicos do cinema: Jurassic World (2015) e Exterminador do Futuro – Gênesis (2015).

O site Rotten Tomatoes conhecido por sua credibilidade e criticas deu aos filmes a seguinte avaliação:

Jurassic World: não pode coincidir com o original por pura criatividade e impacto, mas funciona em seu próprio direito como um entretenimento – e visualmente deslumbrante – suspense de pipoca.

Exterminador do Futuro – Gênesis: atolada em sua mitologia confusa, Terminator: Genisys é uma recauchutagem cambaleante que não tem a profundidade temática, a inteligência conceitual, ou emoções visuais que lançaram esta franquia outrora poderosa.

Segundo o site, Jurassic World foi avaliado com aprovação de 79% superando os 26% recebidos pelo Exterminador do Futuro – Gênesis. Li algumas criticas e as compreendi, em matéria de ação, efeitos e expectativas elas fazem todo o sentido. Mas se levarmos em consideração outros aspectos como roteiro e veracidade, para mim o Exterminador do Futuro ganha disparado.

Em Jurassic World vemos as mulheres mais uma vez retratadas como fúteis e quase inúteis diante de uma ameaça eminente, é bem provável que eu me intimidasse diante de um mega tiranossauro com sede de sangue, mas a vida já nos deu provas suficientes que quando nossa sobrevivência está em perigo somos mais fortes do que se imagina, em Jurassic World também encontramos um roteiro vazio com frases que parecem ter sido tiradas na sorte, sendo que a maioria dos clichês saíam da boca das mulheres.  Claire Dearing, é supostamente uma gerente de operações bem sucedida que gerencia o Park dos dinossauros, logo se imagina que estamos diante de uma mulher imponente e segura de si, mas suas palavras exalam insegurança e duvida. O que em contraste com o original mostra o quanto decaímos no conceito de empoderamento da mulher. Já dizia o velho ditado, “quem muito fala, pouco faz”, nunca antes se falou tanto em empoderamento e pouco se fez a respeito.

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Em Exterminador do Futuro – Gênesis, por outro lado, temos um filme de ação com falas precisas e bem escritas. Temos Sarah Connor, (o centro de uma historia ainda a ser explorada) que no começo é descrita como uma garçonete que carrega o fardo de saber que seu futuro não é muito promissor,  mas que surpreende a todos ao entrar em cena como uma mulher decidida e segura de si, que age quando tem que agir mas que se permite relaxar e baixar a guarda de vez em quando. Que não tem medo de demonstrar vulnerabilidade e sentimentos.

This image released by Paramount Pictures shows Emilia Clarke in a scene from "Terminator: Genisys,î the fifth film in the series created by James Cameron in 1984. (Melinda Sue Gordon/Paramount Pictures via AP)

Image released by Paramount Pictures shows Emilia Clarke in a scene from Terminator: Genisys, created by James Cameron in 1984. (Melinda Sue Gordon/Paramount Pictures via AP)

Para mim foi quase impossível não comparar a forma como esses dois clássicos de ação retrataram a figura da mulher, assim como os diálogos entre as cenas. Eu amo roteiros bem escritos, e cenas bem dirigidas onde nenhuma palavra precisa ser dita para que o filme expresse sua mensagem. Como disse, não sou expert no assunto, mas sou uma admiradora de quem sabe usar essa arte para instigar as pessoas a pensarem além de suas cabeças, e na minha opinião o Exterminador do Futuro – Gênesis soube como fazer isso de forma equilibrada.

Aos críticos de cinema, sei que o filme não atingiu as expectativas dos fãs da saga, e que não foi um sucesso de bilheteria como se esperava, mas acredito que vale a pena apostar na sequencia, pois caso contrario estarão desistindo de um enredo e elenco com muito potencial.

Concordam? Discordam? Deixe seu comentário abaixo! 😉

 

 

Eu estou chocada. Mas talvez eu não devesse estar, afinal, não é a primeira vez que pessoas inocentes morrem sem motivo algum. Aliás, é engraçado pensar que por algum motivo pessoas “merecessem” morrer. A morte, por mais que faça parte do ciclo da vida, nem sempre ocorre de forma natural. Nem parece certo. Porque não fomos criados para a morte, e sim para a vida!

Na madrugada de sábado, 11, Christina Grimmie foi assassinada a tiros durante uma sessão de autógrafos após um show em Orlando, nos Estados Unidos. Na madrugada seguinte um atentado à boate gay, Pulse, registraria o maior número de vítimas da história moderna dos Estados Unidos. Estes dois casos compartilham coisas em comum, ambos aconteceram em Orlando nos EUA, ambos acabaram com vidas inocentes, e ambos são o resultado da soma de uma mente perturbada, uma mão e um gatilho. Uma soma que subtrai vidas, multiplica vitimas e divide corações.

Há semanas tenho acompanhado internautas do mundo todo debatendo sobre quem é o culpado no caso do Gorila, o mesmo se repete todas as vezes que algo que foge a nossa alçada acontece. Eu entendo a necessidade de apontar um culpado, isso é comum a todo ser humano, uma vez que encontramos o culpado e o fazemos pagar pelos seus erros nos sentimos mais leves, com a sensação de dever comprido, mas não seria isso apenas uma ilusão? Afinal, de que forma encontrar o culpado mudará o que aconteceu? Ou evitará que isso venha se repetir? Não seria mais eficaz concentrarmos nossa capacidade intelectual para identificar as causas mais do que os culpados?

Existem situações onde encontrar o culpado não resolve. Ambos os atiradores foram mortos, mas isso não mudou em nada o que eles fizeram. Descobrir o culpado não traz as vidas que eles tiraram de volta, nem previne que isso se repita. Está na hora de cortarmos o mal pela raiz, ao invés de apenas podarmos os galhos secos.

Quer um culpado para os problemas do mundo? Olhe-se no espelho, todos temos culpa. “Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” diz a Bíblia em Tiago 4:17, em outras palavras, como diria Voltaire: “Todo o homem é culpado do bem que não fez”. A culpa nos corrói, mas a negação nos mata. Reconhecer a nossa parcela de culpa pode ser incomodo e desconfortável, mas talvez seja a única forma de sairmos da zona de conforto, de nos recusarmos a repetir os erros de nossos antepassados, de darmos um basta a tanta violência e guerra!

Isto não está certo! Esta não pode ser a nossa realidade: uma tragédia calcificando a outra, corações duros e calejados depois de tantas perdas… Fazendo disso algo tão normal e corriqueiro a ponto de estarmos conformados e acomodados, a ponto de não gerar mais revolta dentro de nós.

Hoje, duas canções de interpretes distintos falam ao meu coração, elas me inspiram a ser a diferença, e recusar os padrões deste mundo:

Man In The Mirror, do Michael Jackson:

Eu estou começando com o homem no espelho, estou lhe pedindo que mude suas maneiras. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara: Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça essa mudança!

Eu estou começando com o homem no espelho, estou lhe pedindo que mude suas maneiras. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara: Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça essa mudança!

I Refuse do Josh Wilson:

Este mundo precisa de Deus Mas é mais fácil de ficar e assistir, eu poderia fazer uma oração e seguir em frente como se nada estivesse errado. Mas eu me recuso! Porque eu não quero viver como eu não me importasse, eu não quero fazer outra oração vazia. Oh, eu recuso me sentar e esperar que alguém faça o que Deus me chamou para fazer!

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