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Adele está mais leve, e eu não estou me referindo a notável perda de peso que a cantora teve nos últimos meses e, sim pelo seu semblante que está mais radiante que nunca!

Adele estourou nas paradas da Billboard com suas canções (Rolling in the Deep e Someone Like You) carregadas de amargura e despeito que logo conquistaram o mundo graças à voz poderosa de sua interprete, e também porque segundo a própria cantora diz, o publico consegue se identificar com as canções, afinal, quem já não teve uma desilusão amorosa?

Seu álbum de estreia, intitulado 19 (idade da cantora na época), teve como destaque os singles “Hometown Glory”, “Chasing Pavements”, “Cold Shoulder” e “Make You Feel My Love”, mas o sucesso mundial veio com seu segundo álbum, 21, fazendo com que Adele recebesse várias menções no Guiness Book, por ser a primeira mulher a ter ao mesmo tempo, dois singles e dois álbuns simultaneamente no Top 5 das paradas britânicas, algo que só a banda The Beatles tinha alcançado em 1964. Também foi a primeira artista a vender mais de 3 milhões de cópias de um álbum em um ano no Reino Unido e depois com o terceiro single do álbum, “Set Fire to the Rain”, Adele se tornou a primeira artista da história a liderar a Billboard 200 consecutivamente três vezes no n.º 1,  superando recordes de artistas como Michael Jackson, Oasis, ‘N Sync, Whitney Houston, Madonna e Beyoncé.

Embora Adele tenha conseguido o êxito de transformar desilusões amorosas em Grammy’s (na mesma noite ela levou 6 troféus para casa, vencendo em todas as categorias as quais foi indicada), a cantora carregava sobre seus ombros o peso de ter suas frustrações amorosas sob o olhar curioso dos paparazzi. Em uma tentativa de se manter sã em meio à loucura eminente de seu sucesso Adele simplesmente sumiu, não das rádios, é claro, que continuavam a tocar seus sucessos, mas sim da mídia, algo que a própria Adele já havia predito, em uma entrevista a revista Vogue ela declarou, “Vou sumir por quatro ou cinco anos, se eu fico constantemente trabalhando, meus relacionamentos falham. Assim, pelo menos aí vou poder ter tempo suficiente para gravar um disco feliz. E ficar apaixonada e ser feliz. E, então, eu não sei o que vou fazer. Vou me casar. Ter filhos. Plantar vegetais em uma horta.” Durante alguns anos não se ouviu falar de Adele, a não ser pela noticia de que ela estava grávida e feliz ao lado de seu namorado. Em 2015, temendo que seu sumiço pudesse ter afetado sua carreira, Adele admitiu sentir-se insegura quanto ao seu regresso, haveria espaço para ela na indústria da musica depois de quase 5 anos?

NY1

Via adele.com

Em outubro do ano passado, Adele usou as redes sociais para anunciar seu terceiro álbum, 25, e para desculpar-se com os fãs por ter desaparecido por tanto tempo.

“Quando eu tinha sete anos, queria ter oito. Quando tinha oito, queria ter 12. Quando completei 12 eu só queria ter 18 anos. Depois disso, parei de querer ficar mais velha. Agora digo que tenho entre 16 a 24 anos só pra ver se acreditam! Parece que passei minha vida toda querendo que ela passasse rápido demais. Sempre desejando que eu estivesse mais velha, desejando estar em outro lugar, desejando que eu pudesse lembrar e desejando que eu pudesse esquecer também. Desejando não ter estragado tantas coisas boas por estar assustada ou entediada. Desejando não me importar com tudo o tempo inteiro. Desejando conhecer melhor minha bisavó e desejando não me conhecer tão bem porque isso significaria que eu sempre saberia o que podia acontecer no final. Desejando que eu não tivesse cortado meu cabelo, desejando ter 1,70m de altura. Desejando ter esperado e me apressado ao mesmo tempo. Meu último disco foi sobre um término de relacionamento e, se eu tivesse que classificar este, diria que é um álbum que fala de reatar relacionamentos. Estou fazendo as pazes comigo mesma. Compensando pelo tempo perdido. Compensando por tudo o que fiz ou pelo que nunca fiz. Fazer 25 anos foi um ponto de virada para mim, um tapa no meio dos 20 anos. Oscilando entre ser uma adolescente velha ou uma adulta completa me fez decidir ser quem eu vou ser pelo resto da vida sem um caminhão de mudança cheio com as minhas coisas velhas. Eu sinto falta de tudo do meu passado, o bom e o ruim, mas apenas porque não posso voltar atrás. Quando eu estava lá, queria sair. Tão típico. Estou falando sobre ser adolescente, sentar e falar besteiras, sem dar bola para o futuro, porque naquela época ele não tinha a mesma importância que tem hoje. Poder ser irreverente sobre qualquer assunto sem que haja consequências. Até mesmo seguir e quebrar regras… é melhor do que segui-las.

25 fala sobre conhecer a pessoa que me tornei sem nem perceber. E me desculpem por demorar tanto, mas, como vocês sabem, são coisas da vida.

Com amor,

Adele”

Adele mandou um “alô do outro lado” para ver se ainda havia alguém aqui que a quisesse de volta, e em questão de minutos ela descobriu que havia milhões de pessoas esperando por ela.  Em apenas três meses o vídeo oficial  de Hello, – o primeiro single de seu terceiro álbum-, já teve mais de 1.270.000.000 acessos no Youtube.

Todo esse sucesso poderia fazer dela uma diva, mas a verdade é que pelas ruas de Londres Adele passa quase despercebida, sempre fiel a suas raízes ela passeia em seu Mini Cooper, sem muita maquiagem, e vestindo roupas confortáveis como uma legging com um sweater sobreposto.

A fama nunca foi seu objetivo, fazer musica sim! Apesar do pânico de palco, Adele se esforça ao máximo para oferecer o melhor de si, “Meus nervos não se acalmam até que eu esteja fora do palco, eu quero dizer, pensar que alguém gastou $20 para vir me ver e dizer ‘Oh, eu prefiro escutar o CD e ela destruiu completamente a ilusão’, realmente me perturba. Eu valorizo muito que as pessoas venham me dar o tempo delas’, ela contou a revista Rolling Stones em 2012.

Em uma entrevista mais recente a mesma revista Adele foi mais além e compartilhou seus planos de carreira, e sobre um provável afastamento no futuro, o que pode soar até estranho nessa indústria “onde quem não é visto não é lembrado”, mas talvez esse seja o segredo para se fazer boa musica, para escrever canções com as quais as pessoas possam se identificar, afinal, para cantar musicas sobre a vida, você precisa vivê-la! E se essa é a receita para se manter saudável e feliz, vá em frente Adele, nós vamos continuar aqui esperando por você!

Originalmente postado no Hollywood é Aqui: Em Homenagem ao Dia das Mulheres: A Incrível Adele

 

Todos sabem que é impossível fazer um bom bolo sem os ingredientes principais como: fermento, ovos e açúcar. Da mesma forma, um bom filme exige uma equipe de primeira! O trio formado por Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e David O. Russel provou que essa combinação de personalidades, experiências e talento pode ser a receita para o sucesso de bilheteria!

Veja os filmes que consagram essa parceria!

Créditos: Claudia Ciuffio, HEA

Créditos: Claudia Ciuffio, HEA

Silver Linings Playbook – O Lado Bom da Vida (2012)

Em Silver Linings Playbook, ou o Lado Bom da Vida como é conhecido no Brasil, Bradley Cooper dá vida ao personagem Pat Solatano, do livro de Matthew Quick que leva o mesmo titulo do filme. Jennifer Lawrence vive uma viúva depressiva que não tem papas na língua. Essa dramática comédia romântica foi indicada a vários prêmios e levou alguns troféus para casa, como o Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence.

Indicações de: Melhor Filme (Bruce Cohen, Donna Gigliotti e Jonathan Gordon), Melhor Ator (Bradley Cooper), Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro), Melhor Atriz Coadjuvante (Jacki Weaver), Melhor Diretor (David O. Russell), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição (Jay Cassidy e Crispin Struthers) também marcaram a presença do elenco na premiação mais importante do cinema.

A lista de todos os prêmios e  indicações que a obra recebeu é longa! Basta dizer que o filme fez sucesso suficiente para consagrar a carreira de Jennifer Lawrence como a atriz, e garantir a presença da dupla Lawrence e Cooper nos outros dois filmes dirigidos por David O. Russel.

American Hustle – Trapaça (2013)

No filme Trapaça, Cooper interpreta um agente do FBI, Richie DiMaso que conta com a ajuda do vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale) e sua amante (Amy Adams) para desmascarar a máfia de New Jersey. Lawrence desta vez aparece na pele de Rosalyn Rosenfeld, a linda esposa imprudente, de boca grande e imprevisível de Irving, que pode colocar tudo a perder.

O site Rotten Tomatoes deu a produção uma classificação de 93% e descreveu o filme como: “Desenfreadamente engraçado e com um elenco impecável, American Hustle corrige os seus momentos de falhas com uma abordagem energética no enredo e uma direção irrepreensivelmente vibrante de David O. Russell”

O filme, American Hustle como é conhecido nos EUA, recebeu várias indicações ao Oscar, e ao Golden Globe Awards 2014. Ganhou o Golden Globe nas categorias de: Melhor Filme – Comédia ou Musical, Melhor Atriz – Comédia ou Musical (Amy Adams) e Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Lawrence), além disso venceu o Screen Actors Guild Awards 2014 como Melhor Elenco em Cinema, e mais uma vez JLaw foi indicada como Melhor Atriz Coadjuvante.

Garantiu também algumas indicações aos BAFTA, vencendo como Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Lawrence), Melhor Roteiro Original (David O. Russell & Eric Warren Singer) e Melhor Maquiagem e Penteado (Evelyne Noraz, Lori McCoy-Bell, Kathrine Gordon)

Ilustração: Fox Filmes do Brasil

Ilustração: Fox Filmes do Brasil

Joy – Joy: O Nome do Sucesso (2016)

O filme Joy que estreia no Brasil no dia 21 de Janeiro, foi inspirado em uma história real, o longa-metragem mostra a emocionante jornada de Joy Mangano (Jennifer Lawrence) que é ferozmente determinada a manter sua excêntrica e disfuncional família unida. Motivada pela necessidade, engenhosidade e pelo sonho de uma vida, Joy triunfa como a fundadora e matriarca de um bilionário império, transformando sua vida e a de sua família.

Bradley por sua vez, entra na história como o executivo da HSN (Home Shopping Network) que abriu as portas para Joy mostrar seu produto ao mundo. David O. Russell faz um ótimo uso do tempo e em poucos minutos destrincha toda a história caótica, cômica e dramática da personagem Joy. O diretor ainda traz uma diversidade cultural as telonas, para ele o filme mostra como é o mundo real, salientando que o sucesso não vem do nada, ele é o resultado de trabalho duro.

“É um tonto, confuso, imprudentemente brilhante conto de fadas sobre auto-capacitação, alimentada pela magia redentora dos filmes”, disse o site britânico The Telegraph, em sua review sobre o filme. O site ainda menciona Jennifer Lawrence e David O. Russell como “uma das maiores alianças de Hollywood de todos os tempos”, parceria essa que já garantiu a Jennifer Lawrence mais um Golden Globe como Melhor Atriz em Comédia ou Musical, no ultimo domingo, 10 de Janeiro.

Enquanto os críticos decidem se o filme é digno das mesmas indicações que os dois filmes anteriores, cabe a nós “leigos” telespectadores absorver o melhor dessa jornada de auto conhecimento, que para mim se resume em:

Tenha um sonho, acredite nele. Lute por ele. Enfrente os obstáculos. Feche os ouvidos para os incrédulos, e siga em frente! Os primeiros passos são sempre os mais difíceis, afinal você não sabe para onde o caminho irá te levar, mas não desista pois o caminho se abre a medida que você avança! O medo e a insegurança entraram nessa jornada com você, mas não se preocupe eles geralmente se perdem no caminho. E acima de tudo, acredite em você mesma, pois ninguém acreditará se você não o fizer.

Trailer do filme:

Publicado originalmente em: http://www.hollywoodeaqui.com/o-trio-fantastico-no-cinema/

O Diabetes ainda não tem cura, por isso esse diagnóstico nunca será bem recebido, Leticia Socoloski tinha 19 anos quando descobriu a doença, as estatísticas não eram boas e a experiência de sua família com a doença trouxe um sentimento de revolta, “Por que eu?” ela se perguntou. No entanto, após ter sua vida completamente mudada pela doença ela percebeu que o diabetes poderia ser, na verdade, uma bênção disfarçada. Pois com ela surgiram oportunidades incríveis como sua viagem ao Nepal em 2013, junto com um grupo de diabéticos cuja a missão era escalar o Everest (a montanha mais alta do mundo).

Luana Mattos: Como você descobriu a doença? Apresentava algum sintoma?
Letícia Socoloski: Eu tinha 19 anos, foi no dia 12/08/2008. Infelizmente não apresentei [sintomas], fui fazer uns exames (primeiro porque era importante e minha mãe estava pedindo) mas, principalmente eu tinha um peneirão feminino. Era um jogo importante no final de semana que vinha e me pediram vários exames, incluindo HGT e foi aí que descobri.

L.M: E quando você descobriu, qual foi sua reação?
L.S: Chorei (risos), a primeira coisa que perguntei quando fizeram insulina “o que é isso?” Então ganhei o apelido de chorona no hospital, mas isso porque tenho uma irmã que tem diabetes, mas ela teve aos 5 anos, hoje ela está com 37 aninhos, na época dela não tinha todos os cuidados, e por negligência dela, perdeu visão, fez hemodiálises, e hoje é transplantada, mas só fiquei sabendo que tudo isso ocorreu com ela por negligência após ter acontecido comigo, então ela me contou, antes disso eu pensava que todos que tinham diabetes acontecia isso, hoje sei que não, que é só manter os cuidados!

L.M: O que mudou na sua vida depois do diabetes, sua rotina, sua alimentação?
L.S: Bom, primeiramente fiquei mais próxima de Deus. Eu não comia nada de doce, não jantava e sempre me cuidei na alimentação, então passei a comer melhor, doces e em horários certos pelos motivos de hipoglicemias, me alimento bem melhor que antes, faço CHO que é uma contagem de carboidratos que existe hoje em dia, a quantidade carboidrato que ingerir define quanto de insulina irei aplicar. O que posso dizer é que o que realmente mudou foi as doses de insulinas e HGTS e faço muito mais treinos!

L.M: Você sempre praticou esportes, certo? Como isso te ajudou depois de saber do diagnóstico?

L.S: Desde menina, sempre fui estimulada a desenvolver uma atividade física como parte do quotidiano para meu desenvolvimento; inicialmente futebol, handebol, vôlei, algumas corridas, todos em campeonatos escolares e posteriormente boxe. Então fiquei revoltada quando descobri que tinha a doença, pois já sabia um pouco da doença, claro que só a parte ruim, tais como: Perda de visão, hemodiálise e transplante, pois tenho uma irmã que já passou por tudo isso. Mas quando eu resolvi aceitar, passei a buscar informações, foi onde eu conheci o ICD (Instituto da Criança com Diabetes), foi onde aprendi a me alimentar corretamente e fazer as aplicações, precisei entender a importância do tripé medicação + alimentação + exercício, então lembro como se fosse hoje a minha primeira consulta com o educador físico o Winston (Tom), entrei na sala dele me apresentei e fui logo falando: “Quero continuar jogando bola e fazendo boxe.” Entrei para o grupo de corrida e a empolgação foi total, minha glicada era de 13, fui consultando meus médicos trocando medicação de 3 vezes ao dia com Insulina NPH para Insulina Lantus 1 vez ao dia e alguns meses depois já estava participando de minha primeira corrida 6.700 km na 5° Travessia Torres a Tramandaí (TTT).

Passei a planejar meus treinos com a equipe e meu educador físico, participei de mais duas provas, sendo uma delas corrida para vencer o diabetes, minha glicada já havia baixado para 10.6 e aos poucos deixei a corrida tomar conta e hoje com glicada de 6.1 nossa famosa A1C e sempre super bem controlada. A monitoração da glicemia capilar durante a atividade física é de fundamental importância para que possamos verificar as diferentes variações glicêmicas ligadas aos diferentes exercícios. Assim já observei que uma corrida longa com o ritmos mais lento reduz os níveis glicêmicos e corridas de distâncias mais curtas em velocidade mais elevada, aumenta a glicose de forma imediata, pois estão ligadas aos diferentes exercícios. Nestes casos a queda dos meus níveis glicêmicos ocorre a noite do dia da corrida. Essas observações só são possíveis com a auto-monitorização.

  • A corrida me trouxe só experiências boas, tais como me possibilitou um auto conhecimento da minha resposta glicêmica e tornando possível continuar correndo, e fazendo os esportes que gosto! Como sempre digo para aqueles que tem Diabetes: Comece pouco a pouco uma atividade física dando mais prazer a vida e corra para que a diabetes não dite as regras. Basta um calção, uma camiseta, um bom par de tênis e a vontade para começar sua corrida.

L.M: Além do bem estar físico e mental, qual é o objetivo das corridas que vocês fazem?

L.S: O grupo em que corro é Grupo de Corrida ICD. Objetivo é fazer com que a glicose diminua e com isso menos insulina precisamos, fazer com que os mitos sumam, fazer com que a prática acelere o metabolismo, levando à perda de peso, diminuindo o risco de doenças, reduzindo o stress e a ansiedade e ainda aumenta o bem estar físico, mental e social. A prática da atividade física é muito importante para ajudar a controlar o diabetes. Esse é o maior objetivo!

L.M: Como surgiu a oportunidade de viajar ao Nepal para escalar o monte Everest?

L.S: A oportunidade de participar da expedição faz parte de um projeto “Diabéticos Sem Fronteiras”, liderado pelo alpinista Josu Feijo (o Espanhol Feijo, primeiro diabético a atingir o ponto mais alto do mundo), entrou em contato com o meu educador físico Winston Boff, conhecido como Tom, que é o Educador Físico do Instituto da Criança com Diabetes (ICD), no qual faço parte do grupo de corrida. A expedição foi patrocinada pela Telefônica e por suas subsidiárias brasileiras Telefônica Vivo e Axismed, empresa de gestão de pacientes crônicos no Brasil. Segundo o nosso preparador, ele pediu que fossem indicados atletas com diabetes tipo 1 e acostumados a um nível mais intenso de atividade física. Posteriormente, iniciou-se um processo de seleção. Levando em conta fatores como experiência com o exercício físico, idade e disponibilidade de tempo, nosso educador, concluiu que eu, assim como os outros três atletas selecionados éramos uns dos mais adequados para subir o Everest. Passamos, assim, por uma sequência de exames e treinamentos de alta intensidade, que incluía subir e descer várias vezes a Avenida Coronel Lucas de Oliveira, em Porto Alegre.

L.M: Deve ter sido um desafio e tanto, não? O que te motivou a aceitá-lo?

Embora eu fosse acostumada com a prática de esportes, não deixava de pensar que seria um desafio. Devido à altitude de quase 6.000 metros e temperaturas que beiravam -20°C, e sabia também que a condição metabólica seria diferente. Com um sorriso no rosto eu brinco que foi uma doce aventura e  já me sinto entusiasmada, pois pretendo retornar em 2017 (com meu esposo e minha filha que hoje tem apenas 1 ano), minha maior satisfação é servir como exemplo para outros pacientes.

Aceitei  o desafio de subir o Monte Everest e provar que doença não impede de levar uma vida normal, podendo inclusive praticar esportes radicais e não aceitei o desafio somente por mim,  mas por todos os outros diabéticos. Pretendo mudar aquele pensamento que existe de que, porque a pessoa foi diagnosticada com a doença não pode isso ou aquilo, é só se cuidar, ter uma alimentação saudável, um bom controle glicêmico, praticar esportes e cuidar da  alimentação. No meu ponto de vista, Diabetes não é motivo para deixar de praticar exercícios físicos, até pelo contrário, com orientação correta, pessoas com a doença podem até correr ultra maratonas, é só querer. Como sempre digo, Diabetes é saúde! Fiz uma aventura fantástica! E foi o  início de um novo esporte em minha vida. Nova paixão. Algo que desde o começo do trekking agradecia a Deus e amava, admirava tudo que via desde o início e descobri dentro de mim esse amor, esse novo esporte, pretendo subir até o topo do Everest.  Certamente um grande aprendizado e demonstração de que tudo é possível desde que haja determinação, prazer, vontade, fé e, sobretudo, acreditar!

 

(mais…)

Ser capaz de alcançar as pessoas que eu admiro e compartilhar seu trabalho foi a principal razão pela qual eu me tornei uma entrevistadora. Minha primeira entrevista foi com um dos meus autores favoritos, Wm. Paul Young.

Quando eu entrei em contato com o Paul no Twitter eu não tinha expectativas, eu pensava que ele não ia me notar e se ele notasse, ele provavelmente diria que estava ocupado ou não estava disponível no momento, mas o que realmente aconteceu foi que ele me respondeu com uma DM (Mensagem Direta) me pedindo para enviar minhas perguntas para o seu email, eu não pude me conter depois disso, eu estava emocionado com o gesto dele!

Wm. Paul Young, acaba de lançar seu terceiro livro “Eve“, e eu mal posso esperar para que esse livro chegue ao Brasil, e quem sabe entrevistá-lo novamente!

Abaixo vocês podem conferir a primeira entrevista da minha carreira (hahaha) espero que gostem!

A Travessia, segunda obra do autor.

A Travessia, segunda obra do autor.

Ler um livro é como assistir a um filme, a diferença é que em sua imaginação os recursos são infinitos, e os efeitos especiais não são limitados ao que a tecnologia pode fazer, em um livro, embora você não escolha o roteiro, você é responsável por todos os detalhes do cenário. Grandes livros deram origem a filmes vencedores de Oscars e é por isso que o Hollywood é Aqui deseja começar 2013 incentivando a leitura, e para abrilhantar essa matéria contamos com uma entrevista exclusiva com o autor do bestseller “A Cabana”, William Paul Young, que carinhosamente atendeu o nosso pedido e nos concedeu uma entrevista para falar de seu novo livro, “A Travessia”. Confiram.

Luana Mattos: Você considera seu primeiro livro um “acidente”, você não tinha ideia do quão bom, ou quão longe ele chegaria. Mas quando você escreveu “A Travessia”, você tinha algo em mente? Que público você queria alcançar?

Wm.: Eu estava com uma aspirante a escritora algumas noites atrás e perguntei a ela: “Se a sua arte, neste caso a escrita, tocasse apenas uma vida, isso seria o suficiente?”. Ela pensou antes de responder e então ela disse: “Não, isso não seria o suficiente.” Eu disse a ela: “Então você não entende o valor do ‘um’, você nunca deixará as 99 para ir atrás de apenas um (como Jesus faria).” E ela entendeu.

Eu não escrevo com uma programação tentando fazer as pessoas mudarem de ideia. Eu prefiro estar na atividade criativa de explorar uma questão ou descobrir e ampliar o espaço criativo. Outras pessoas são capazes de ouvir por si só.

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Harry Potter era um órfão, por isso não é nenhuma surpresa que a organização Lumos, fundada por J.K. Rowling tenha como objetivo ajudar as crianças órfãs. Surpreendente é o fato de que ao contrário de Harry, a maioria das crianças que vivem em orfanatos não são realmente órfãs; mais de 80% delas têm pelo menos um dos pais vivo. Então, por que os pais abrem mão de seus filhos? Isso é o que a diretora executiva da Lumos, Georgette Mulheir, me conta nesta entrevista esclarecedora.

Luana Mattos: Você está entre os 30 trabalhadores sociais mais influentes do mundo – Parabéns pelo seu trabalho! Quando você percebeu que essa era a sua vocação? E como você se juntou a Lumos?

Georgette Mulheir: Obrigado. Eu sempre fui apaixonada por justiça social – quando adolescente, eu me juntei ao movimento antiapartheid e Anistia Internacional. Durante meus estudos universitários participei de uma série de atividades voluntárias, como trabalhar com refugiados e sobreviventes de abuso sexual, e no ensino do Inglês como segunda língua para as mulheres na comunidade local. Eu vi o impacto direto que esse tipo de trabalho pode ter na vida das pessoas, e queria fazer mais.

Em 1993, fui convidada para trabalhar em um projeto na Romênia para evitar que bebês fossem separados de suas famílias, isso deu inicio aos próximos 15 anos da minha carreira, até que a chance de me juntar a Lumos chegou. Trabalhar com a Lumos me dá uma oportunidade real de fazer um impacto sobre as vidas de milhões de crianças, e de trabalhar com especialistas na área.

L.M: Qual é a missão da Lumos? Por que é tão importante que todos nós abracemos esta causa?

G.M: Oito milhões de crianças no mundo vivem em instituições porque são pobres, pessoas com deficiência ou de uma minoria étnica e lutam pelos serviços de acesso por causa da discriminação. Junto com nossos parceiros, nós substituímos as instituições com serviços de base comunitária que proporcionam às crianças o acesso à saúde, educação e assistência social que se adaptam às suas necessidades individuais. A Lumos dá apoio às famílias para que dêem o cuidado amoroso que seus filhos necessitam para desenvolver todo o seu potencial e construir um futuro positivo para si mesmos. Este é um problema sério, em grande escala, mas podemos resolvê-lo – isso é o que faz com que o apoio de outras pessoas seja tão importante, porque nos ajuda a alcançar nosso objetivo.

LM: Por que as instituições são tão prejudiciais para as crianças?

G.M: A institucionalização nega às crianças o amor individual e o cuidado de que necessitam para prosperar. Pesquisas mostram que a institucionalização tem um sério impacto sobre o desenvolvimento inicial do cérebro dos bebês. Os resultados para as crianças criadas em instituições são extremamente baixos e eles reduzem severamente as oportunidades de vida. Das 8 milhões de crianças em instituições em todo o mundo, mais de 80% não são órfãs. A maioria tem famílias que os amam e os querem, mas eles são empurrados para as instituições por causa da pobreza e da discriminação em razão da deficiência ou etnia. Isto é uma violação de seus direitos humanos e os efeitos duram uma vida. Um estudo apontou que jovens adultos criados em instituições são 10 vezes mais propensos a se envolverem com prostituição do que seus colegas, 40 vezes mais propensos a terem um registo criminal, e 50 vezes mais propensos a tirarem suas próprias vidas.

LM: Como a Lumos está trabalhando para acabar com a institucionalização de todas as crianças na Europa até 2030, e globalmente até 2050? Como podemos ajudar Lumos a alcançar essa meta?

G.M: Trabalhamos em parceria com governos, profissionais, comunidades, famílias e crianças, para transformar os sistemas que separam as crianças de suas famílias. Nós fornecemos o treinamento para novos serviços, publicamos kits de ferramentas e manuais de melhores práticas, e influenciamos pessoas chaves ao redor do mundo, para nos certificarmos de que estão envolvidos em cada etapa do processo da desinstitucionalização de cima para baixo. Isto é como nós comprovamos que podemos criar uma mudança duradoura.

Outra área-chave, que é central para os valores da Lumus, é a participação da criança. Muitas vezes, as crianças não recebem nenhuma voz nas decisões sobre suas vidas e cuidados – de onde eles vivem ao que comem todos os dias, para o que eles querem estudar ou o que eles querem ser no futuro. É crucial para desenvolver os nossos sistemas ter a opinião e orientação das crianças que os utilizam. As melhores pessoas para explicar exatamente o que as crianças precisam para desenvolver e prosperar são elas mesmos.

Quem nos apoia pode fazer uma diferença real para a nossa missão, ajudando-nos a espalhar a palavra sobre nosso trabalho. Em novembro do ano passado, lançamos nossa nova plataforma de consciência digital #LetsTalkLumos, que permite que os apoiadores novos e antigos se envolvam mais diretamente na nossa missão . Também vimos um aumento recente em nossos apoiadores online na angariação de fundos para nós, o que é fantástico. Estamos tão gratos a todos que nos apoiam.

Georgette Mulheir, CEO of Lumos, left, and Lumos Founder J.K. Rowling, right, are pictured after lighting the Empire State Building

Georgette Mulheir, CEO of Lumos, left, and Lumos Founder J.K. Rowling, right, at Empire State Building

LM: Você já visitou centenas de orfanatos, há alguma situação especifica ou experiência que mudou a sua vida de alguma forma?

G.M: Há tantas imagens que permanecem para sempre comigo. Em uma instituição para adolescentes com deficiência intelectual, os sistemas de aquecimento e de água eram pouco funcionais, com crianças que tomavam um banho de água fria por semana (quando estava 20 graus Celsius negativos lá fora, você pode imaginar o quão terrível pode ser para uma criança); hepatite B e piolhos eram abundantes; o comportamento delas era controlado através da punição física extrema. Um dos meninos veio a mim com um par de tesouras. Ele me disse que um menino mais velho tinha colado chiclete no cabelo de outro menino, mas ele estava com medo de cortar o cabelo do menino, pois não queria machucá-lo. Ele me pediu para ajudar, e eu ajudei. Depois disso, ele disse: “Obrigado por não se importar em tocar em nós quando estamos tão sujos e fedorentos”.

Em outra instituição, na Europa, para as crianças com deficiências graves. Descobrimos um rapaz de 16 anos – tinha a minha altura, quando em pé – que pesava apenas 15 kg. Nós o submetemos a um tratamento de nutrição e terapêutico, mas já era tarde demais – ele morreu cerca de duas semanas mais tarde.

LM: Depois de 20 anos trabalhando em orfanatos, o qual foi o maior desafio que você enfrentou?

G.M: O maior desafio que enfrentamos é a falta de coordenação de todas as pessoas envolvidas na transformação de serviços para as crianças. Embora a evidência científica demonstre que orfanatos são prejudiciais as crianças (e desnecessários), esta mensagem não tem a aceitação suficiente por políticos, financiadores e membros da sociedade. Devido a isso, vemos práticas contraditórias – como pessoas doando para a construção de orfanatos enquanto o governo está tentando fechá-los e desenvolver sistemas baseados na comunidade. Então, o nosso maior desafio é conseguir o maior número de pessoas possível que entendam o dano causado por orfanatos e que existem melhores alternativas e, em seguida, entrar em acordo sobre como resolver o problema.

L.M: Orfanato por definição é: “Uma instituição pública para o cuidado e proteção de crianças sem pais.” Mas a sua experiência mostra o contrário, se você pudesse redefinir a palavra “orfanato”, como o descreveria?

 G.M: Que pergunta! Eu muitas vezes gostaria de poder redefinir a palavra orfanato, para que as pessoas pudessem entender o verdadeiro significado – muitas pessoas no mundo ainda pensam que é algo bom. Muitos doadores bem-intencionados dão dinheiro para orfanatos, e muitos jovens querem se voluntariar para trabalhar em orfanatos. Tudo isto reforça o sistema do orfanato. Alterar essa compreensão sobre os orfanatos é um desafio global para nós. Muitas vezes usamos a expressão ‘tão famosos orfanatos’, porque, como eu mencionei antes pesquisas mostram que pelo menos 80% das crianças que vivem neles não é órfão – elas geralmente têm um ou ambos os pais, ou até mesmo parentes com quem poderiam viver se tivessem o apoio adequado. Então essa é a primeira parte que precisa mudar na definição dada. A segunda parte que me preocupa é o nível de “cuidado e proteção” fornecido – quando pesquisas mostram que não só é esse cuidado inadequado e prejudicial, mas que esses lugares realmente deixam as crianças mais suscetíveis ao abuso, e menos protegidos.

LM: Qual conselho você daria para as jovens mulheres que compartilham a mesma paixão que você pelo trabalho social?

G.M: O trabalho social é um campo extremamente gratificante. Não é fácil e não é para os fracos de coração. Mas se você optar por dedicar sua vida a trabalhar para transformar a vida das pessoas mais desfavorecidas e marginalizadas do mundo, você nunca vai se arrepender. Você nunca vai acordar de manhã perguntando “Qual o propósito?”. O trabalho social é um campo onde as mulheres estão excessivamente representadas – e mesmo assim em funções de gerenciamento sênior vemos muito poucas mulheres. Assim, gostaria de apelar a todas as moças interessadas que obtenham uma boa base em trabalho de campo, mas também que queiram se envolver na gestão. Embora eu sinta falta do trabalho de campo, como Diretora Executiva eu posso alcançar muito mais para mais crianças.

Assista e compartilhe essa animação narrada por J.K Rowling que explica claramente o trabalho da organização Lumos, e porque as crianças precisam de famílias e não de orfanatos

Por Luana Mattos

Entrevista originalmente postada no site Hollywood é Aqui

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