Luana Mattos | Writing a better world » Conteúdo em Português
"Do not conform to the pattern of this world, but be transformed by the renewing of your mind." Romans 12:2
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Eu estou chocada. Mas talvez eu não devesse estar, afinal, não é a primeira vez que pessoas inocentes morrem sem motivo algum. Aliás, é engraçado pensar que por algum motivo pessoas “merecessem” morrer. A morte, por mais que faça parte do ciclo da vida, nem sempre ocorre de forma natural. Nem parece certo. Porque não fomos criados para a morte, e sim para a vida!

Na madrugada de sábado, 11, Christina Grimmie foi assassinada a tiros durante uma sessão de autógrafos após um show em Orlando, nos Estados Unidos. Na madrugada seguinte um atentado à boate gay, Pulse, registraria o maior número de vítimas da história moderna dos Estados Unidos. Estes dois casos compartilham coisas em comum, ambos aconteceram em Orlando nos EUA, ambos acabaram com vidas inocentes, e ambos são o resultado da soma de uma mente perturbada, uma mão e um gatilho. Uma soma que subtrai vidas, multiplica vitimas e divide corações.

Há semanas tenho acompanhado internautas do mundo todo debatendo sobre quem é o culpado no caso do Gorila, o mesmo se repete todas as vezes que algo que foge a nossa alçada acontece. Eu entendo a necessidade de apontar um culpado, isso é comum a todo ser humano, uma vez que encontramos o culpado e o fazemos pagar pelos seus erros nos sentimos mais leves, com a sensação de dever comprido, mas não seria isso apenas uma ilusão? Afinal, de que forma encontrar o culpado mudará o que aconteceu? Ou evitará que isso venha se repetir? Não seria mais eficaz concentrarmos nossa capacidade intelectual para identificar as causas mais do que os culpados?

Existem situações onde encontrar o culpado não resolve. Ambos os atiradores foram mortos, mas isso não mudou em nada o que eles fizeram. Descobrir o culpado não traz as vidas que eles tiraram de volta, nem previne que isso se repita. Está na hora de cortarmos o mal pela raiz, ao invés de apenas podarmos os galhos secos.

Quer um culpado para os problemas do mundo? Olhe-se no espelho, todos temos culpa. “Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” diz a Bíblia em Tiago 4:17, em outras palavras, como diria Voltaire: “Todo o homem é culpado do bem que não fez”. A culpa nos corrói, mas a negação nos mata. Reconhecer a nossa parcela de culpa pode ser incomodo e desconfortável, mas talvez seja a única forma de sairmos da zona de conforto, de nos recusarmos a repetir os erros de nossos antepassados, de darmos um basta a tanta violência e guerra!

Isto não está certo! Esta não pode ser a nossa realidade: uma tragédia calcificando a outra, corações duros e calejados depois de tantas perdas… Fazendo disso algo tão normal e corriqueiro a ponto de estarmos conformados e acomodados, a ponto de não gerar mais revolta dentro de nós.

Hoje, duas canções de interpretes distintos falam ao meu coração, elas me inspiram a ser a diferença, e recusar os padrões deste mundo:

Man In The Mirror, do Michael Jackson:

Eu estou começando com o homem no espelho, estou lhe pedindo que mude suas maneiras. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara: Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça essa mudança!

Eu estou começando com o homem no espelho, estou lhe pedindo que mude suas maneiras. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara: Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça essa mudança!

I Refuse do Josh Wilson:

Este mundo precisa de Deus Mas é mais fácil de ficar e assistir, eu poderia fazer uma oração e seguir em frente como se nada estivesse errado. Mas eu me recuso! Porque eu não quero viver como eu não me importasse, eu não quero fazer outra oração vazia. Oh, eu recuso me sentar e esperar que alguém faça o que Deus me chamou para fazer!

Depois de derramar todas as lágrimas com o fatídico final de “Como Eu Era Antes de Você”, lá estava eu inconformada, mas tentando seguir em frente… E justo quando eu pensava que Jojo Moyes não poderia me fazer lamentar mais ainda a perda de Will, decido ler a sequência do livro, apenas para descobrir que sim, Jojo Moyes ainda iria me fazer chorar.

Em “Depois de Você”, como já era de se esperar, nossa querida Lou está arrasada com a morte prematura e trágica de Will. Os traumas de assistir sua morte sem poder fazer ou dizer nada a marcaram de uma forma indescritível. Se no final de “Como Eu Era Antes de Você” nós pensávamos que a Lou iria seguir em frente, voltar a estudar e se aventurar mundo afora, “Depois de Você”, vem como um lembrete de que a vida não é um conto de fadas, muito menos depois que seu príncipe encantado desiste de viver.

 

“Depois de você, continuação de Como eu era antes de você, dá sequência à história de Lou Clark. Morando em um flat em Londres, ela trabalha agora como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.”

Fonte: Editora Intrínseca

 

Assim como um acidente deu início a uma nova fase na vida de Will Traynor, outro acidente pode mudar o rumo das coisas na vida de Louisa Clark, isso é claro, se ela aceitar que a vida continua e que amar outra pessoa não diminuirá o amor que ela sente por Will.

Escrever esse livro não estava nos planos de Jojo, mas assim como a Lou não saiu das nossas cabeças após lermos a ultima página de “Como Eu Era Antes de Você”, ela também não saiu da cabeça de Jojo que pode reviver toda essa história ao escrever o script da adaptação cinematográfica do livro (que estreia dia 16 de junho no Brasil!), foi dai que surgiu a ideia de dar continuidade à história, porque uma pergunta ainda pairava no ar, “O que acontece agora?”, essa indagação somada a todos os “e ses” que surgem após uma perda deu origem a sequencia tão requisitada pelos fãs.

Quanto a minha opinião sobre o livro, confesso que esperava algo diferente no começo, mas como escritora eu sei que nem sempre temos poder sobre nossas personagens que insistem em firmar suas identidades a qualquer custo, Lou não é a mesma Lou que conhecemos, mas isso não quer dizer que ela tenha mudado na essência, o que acontece em “Depois de Você” é que vemos uma Lou que nunca se permitiu desistir, deixando-se afogar em um vale de depressão, e quando ela está prestes a dar o último suspiro tudo muda e a história ganha outro rumo.

“Depois de Você” aborda temas como: as dificuldades de seguir em frente, recomeços, segundas chances e perdão. Mas se você espera um conto de fadas e um final perfeito esse livro não atenderá suas expectativas, Jojo Moyes já provou ser uma escritora contemporânea que sabe como encontrar beleza nos dramas do cotidiano.

Atualização: A Emily ganhou o prêmio, muito obrigada a todos que votaram por ela! 😀

By Emily Greener, IATG Co-Founder

Eu descubro mais a cada dia porque eu faço parte do I AM THAT GIRL. Dizem que “nós ensinamos melhor aquilo que nós mais precisamos aprender” e isso não poderia ser mais verdadeiro para mim. Quando Alexis Jones me convidou para me juntar a ela para lançar o IATG, houve algo que acendeu dentro de mim que eu não pude explicar, algo que era tão poderoso que me fez abrir mão do meu grande sonho de ser atriz. Depois de anos realizando esse trabalho transformador de vidas, eu percebi que algo bem dentro de mim precisava do IATG tanto quanto qualquer outra garota.

Eu digo a você que tudo bem não estar tudo bem, mas ainda assim eu estive “bem” grande parte da minha vida. Eu digo a você que sua honestidade e vulnerabilidade são lindas, mas ainda assim eu tenho dificuldades em deixar que as pessoas me vejam chorar. Eu passei grande parte da minha vida sendo tudo para todo mundo. Eu pensava que as pessoas só gostavam de mim porque eu era leve, alegre e otimista, e em algum ponto do caminho eu me convenci de que se eu não fosse todas essas coisas, então ninguém iria querer estar perto de mim. Assim, eu nunca me permiti sentir medo ou admiti minhas inseguranças.

A verdade é que eu tenho pavor de ver os medos que eu estive escondendo de mim mesma. Tenho medo de não gostar dessa versão de mim quando eu bravamente olhar para tudo de mim – a luz e a escuridão. Eu acredito com todo o meu ser no que eu digo a todas vocês, mas então eu tento me convencer de que está tudo bem que os outros sejam vulneráveis, mas eu tenho que “manter tudo no lugar.

Esse negócio de apaixonar-se por si mesma é uma jornada ao longo da vida que continua a desafiar e me surpreender a cada dia. Significa amar as partes de mim que eu nunca soube que existia e aceitar as partes de mim que eu costumava criticar. É um trabalho duro, e é preciso mais coragem do que eu sabia que tinha.

Sem título**Para votar bastar clicar na foto, encontrar onde diz “Vote for Emily Greener” preencher um endereço de email válido, e pronto! 😉

Portanto, quando digo que estamos todas juntas nisso, eu não consigo expressar o quanto eu quero dizer isso. Não importa como alguém aparece do lado de fora, a gente nunca sabe o que está acontecendo lá dentro. Cada um de nós precisa pertencer a uma comunidade onde podemos nos sentir vistas, ouvidas e aceitas exatamente por quem somos em qualquer momento.

Algo grande está acontecendo para a nossa comunidade. Fomos indicada para o prêmio DVF. É uma honra enorme que realmente mostra o quão longe nós chegamos. Ganhar significa uma doação de US $50.000 para o IATG e a oportunidade de encontrar mulheres lendários que podem nos ajudar a alcançar milhares de meninas. Tudo o que temos de fazer é obter a maioria dos votos. Vença com a gente! Leva apenas 10 segundos. Devemos isso a nós mesmos, e umas as outras, fazer tudo que está ao nosso alcance para compartilhar o I AM THAT GIRL com o mundo inteiro.

Amor,

Emily

Originalmente postado por Emily Greener: http://www.iamthatgirl.com/10_seconds_to_change_the_world

Por Isadora Cabral, para o site “Meu Bairro POA”:

“O I AM THAT GIRL foi criado em 2008 pela Alexis Jones e pela Emily Greener. Elas são duas amigas que perceberam que não existia um espaço seguro para mulheres conversarem e serem elas mesmas. Ou porque a sociedade coloca muita pressão nelas (corpo bonito, ter filhos, casar, etc) ou porque a sociedade machista em que vivemos – além de nos cobrar todas essas coisas – também criou o mito de que vivemos em um mundo em que mulheres devem competir com as outras mulheres o tempo inteiro, criando ambientes hostis para muitas compartilharem suas verdades.

O IATG veio para mudar isso: começou como uma plataforma online onde mídias saudáveis para meninas (post de blogs sobre assuntos que importam, campanhas de empoderamento, etc) eram publicadas. Há mais ou menos 4 anos foi criado o que chamamos de sistema de grupos locais, que são os espaços seguros não só online, mas fisicos também. Esse espaço seguro físico são os encontros (mensais, quinzenais ou semanais. Depende da dinâmica de cada grupo) que cada grupo local oferece para meninas e mulheres. Um grupo é criado quando alguma menina (a idade geralmente é entre 14 e 22 anos) decide que a sua comunidade precisa desse espaço seguro para meninas. Daí é só entrar em contato com a ONG. Essa menina vira, então, a líder do grupo, recebendo da organização todo o treinamento e acompanhamento que a posição requer. Os grupos podem ser dentro de universidades e escolas ou aberto para toda uma comunidade. Por enquanto, são 171 grupos espalhados pelo mundo.Começou nos EUA, mas já está em muitos países. Quase todos os estados dos EUA tem algum grupo ativo. Além deles temos grupos no Líbano, no Egito, na Índia, no Japão, no Canadá, na França e em outros países pelo mundo.

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No Brasil, atualmente, temos três grupos ativos: um em Porto Alegre (o pioneiro), um em Recife e um em São Paulo. O de Recife é liderado pela líder Luana Fernandes e o de São Paulo pela líder Stefs Lima. Todos os grupos brasileiros tem mais ou menos um ano de vida. O IATG POA foi criado por mim em outubro de 2014. Temos um grupo com em torno de 30 pessoas envolvidas, mas com participações de em média dez meninas por encontro. Os assuntos dos encontros são variados, sempre com relação ao empoderamento da mulher e sempre focando em criar esse lugar seguro e repleto de sororidade. Em 2016, os encontros voltam no meio de janeiro, uma vez por mês, em lugar que será divulgado nas nossas redes sociais.

Hoje em dia o IATG POA além de ter os seus encontros oferece oficinas de empoderamento da mulher e campanhas como a arrecadação de absorventes para mulheres carentes em Canoas. Estamos sempre procurando projetos novos e parcerias novas que estejam dispostas em nos ajudar nessa jornada de amor próprio e sororidade. Se quiser conhecer mais ou ver onde tem grupos locais é só entrar aqui iamthatgirl.com

Para entrar em contato com o nosso grupo é só mandar mensagem no facebook I AM THAT GIRL: Porto Alegre, Brazil ou pelo instagram @iamthatgirlpoa. Ou ainda pelo email iamthatgirlpoa@gmail.com”

De quem é a culpa?

Essa é a pergunta que não quer calar. Quando eu ouvi no começo desse ano (2015) que uma menina de 13 anos havia sido estuprada por 15 homens em São Paulo, Brasil, eu fique em choque! Mais tarde eu descobri que ela estava fugindo de casa depois de discutir com seu pai, quando um grupo de homens a encontrou e a levou para uma casa onde eles a drogaram.

O artigo original postado no site O Dia, é seguido de vários comentários de homens dizendo que por, muitos motivos, a culpa era da menina. Okay, eu concordo que uma menina de 13 anos não deveria sair sozinha a noite. Eu também concordo que ela era muito jovem para frequentar boates, que segundo o site foi o motivo pelo qual ela fugiu de casa. Essa menina, obviamente cometeu um erro, um erro do qual ela se arrependerá profundamente, mas esse erro foi: sair de casa a noite sem um adulto, o que aconteceu depois não foi -de forma alguma- culpa dela.

Então, de quem é a culpa?

Alguns culparam os pais, outros culparam a comunidade como um todo. Alguns culparam até a Presidente do Brasil, apenas algumas pessoas parecem culpar os agressores. Mas para mim isso vai mais além, isso é um problema de âmbito cultural e social.

Fonte: http://www.pereirabarreto.sp.gov.br

Créditos: http://www.pereirabarreto.sp.gov.br

Então, quem eu culpo?

Eu culpo o silêncio. Eu culpo o medo. Eu culpo cada vez que uma mulher é agredida ao nosso redor e nós cruzamos nossos braços dizendo que “isso não é da nossa conta.” Em outras palavras, eu culpo a mim mesma. Porque se nós não começarmos a assumir a responsabilidade pelo que acontece em nossa comunidade, nós não iremos lutar por justiça e mudanças.

Há alguns meses atrás eu assinei a petição para aprovar a #LeidoFeminicídio: uma lei que prevê punições sérias para aqueles que agridem ou matam mulheres. E hoje (10 de Março de 2015), eu recebi a noticia de que essa lei foi aprovada, a noticia veio através da atriz Americana Sophia Bush no Twitter, a propósito. E eu não poderia estar mais feliz em saber que o meu País está tomando medidas sérias sobre o assunto. E tudo que eu fiz foi assinar uma petição, talvez tudo que você pode fazer é compartilhar algo sobre uma campanha na internet, não importa quão pequeno seja o seu ato contanto que você haja. E quando nós agimos juntos nós podemos fazer grandes mudanças!

Diga #NUNCAMAIS para agressão sexual e violência doméstica!

Tradução do texto que escrevi para o site Americano I AM THAT GIRL: http://www.iamthatgirl.com/why_i_m_saying_no_more

Nota da autora: O mês de março é o mês da mulher! Durante todo o mês mulheres do mundo inteiro se mobilizam em busca de seus direitos, tais como igualdade e justiça. Mas a questão da violência ainda é muito forte, mesmo com leis que punam o agressores, a verdade é que a violência contra a mulher aumenta a cada dia mais, e os índices são desesperadores!

Dados nacionais sobre violência contra as mulheres:
Apesar de ser um crime e grave violação de direitos humanos, a violência contra as mulheres segue vitimando milhares de brasileiras reiteradamente: 38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal. Esses dados foram divulgados no Balanço dos atendimentos realizados de janeiro a outubro de 2015 pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

Dos relatos de violência registrados na Central de Atendimento nos dez primeiros meses de 2015, 85,85% corresponderam a situações de violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Em 67,36% dos relatos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo: companheiros, cônjuges, namorados ou amantes, ex-companheiros, ex-cônjuges, ex-namorados ou ex-amantes das vítimas. Já em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.

Em relação ao momento em que a violência começou dentro do relacionamento, os atendimentos de 2014 revelaram que os episódios de violência acontecem desde o início da relação (13,68%) ou de um até cinco anos (30,45%).

Nos dez primeiros meses de 2015, do total de 63.090 denúncias de violência contra a mulher, 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,82%), 19.182 de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 1.382 de violência patrimonial (2,19%), 3.064 de violência sexual (4,86%), 3.071 de cárcere privado (1,76%) e 332 envolvendo tráfico (0,53%). Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 77,83% das vítimas possuem filhos (as) e que 80,42% desses (as) filhos(as) presenciaram ou sofreram a violência.

Dos atendimentos registrados em 2014, 77,83% das vítimas tinham filhos, sendo que 80,42% presenciaram ou sofreram a violência juntamente com as mães. Saiba mais.

Fonte: http://www.compromissoeatitude.org.br

A minha pergunta quando iniciei esse texto era “de quem é a culpa”, agora minha pergunta é esta: “de que forma nós podemos mudar essa situação em nossa comunidade?” Embora essa pergunta seja desafiadora, a resposta, no entanto, é simples: seja, você, um agente de mudança!

Como mulher, respeite e coopere com as mulheres da sua comunidade, incentive o crescimento pessoal delas, convide elas a falarem dos seus problemas, e a buscarem soluções (há igrejas que oferecem esse tipo de apoio, mas também há grupos de apoio disponíveis em algumas cidades, informe-se a respeito!). Como mãe, ensine seus filhos (homens) a respeitarem e protegerem todas as mulheres. E como cristã ore. Ore muito! Esse mundo precisa de Deus, e é através de você que Deus age, portanto “seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza.” 1 Timóteo 4:12

A curto prazo, essas pequenas ações podem parecer um esforço inútil, mas a longo prazo nós veremos os resultados!

O Brasil está enfrentando uma crise política que tem afetado diretamente a economia do país. As expectativas não são boas, os empresários não preveem nenhuma melhora, e o povo? Bem, o povo como sempre padece. Desempregos em massa, impostos altíssimos e uma incerteza que chegou, se instalou e não pretende ir embora tão cedo. E em meio a tudo isso está você, cidadão de bem que trabalhou a vida toda para sustentar sua família e hoje se sente inútil e impotente após receber uma enxurrada de “nãos” desde que ficou desempregado.

Ter um emprego nos dá a sensação de segurança, controle e a tão almejada estabilidade financeira. Embora o trabalho tenha esse efeito sobre nós, nem sempre foi assim. Lá no Éden, no inicio de todas as coisas o trabalho não era o que nos qualificava, o que definia nosso status social, tão pouco o nosso valor como pessoa. A história contada na Bíblia me leva a crer que o primeiro trabalho de Adão foi nomear os animais, “Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome.” Gênesis 2:19 Algo que hoje seria considerado superficial, mas que foi de tamanha importância para a criação! Quanto tempo Adão levou para executar essa tarefa eu não sei, quantos dias ele e Eva passaram no Éden antes de serem impulsos é uma incógnita, mas uma coisa eu posso afirmar, Deus, o Criador provia o alimento e a necessidade de cada dia, (algo me diz que os frutos do Éden amadureciam a medida que eram comidos, não havia desperdício nem excessos, apenas o necessário).

Após a desobediência que levou Adão e Eva para fora do jardim, um dos castigos consequentes do pecado foi o trabalho, agora Adão e Eva teriam de trabalhar pelo pão de cada dia, “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” Gênesis 3:19 Tudo isso por que? Por que Deus é mal? Rancoroso? Não, porque Adão e Eva mesmo tendo tudo aquilo que precisavam ansiavam por mais –“ciência do bem e do mal”, e nessa busca eles se voltaram contra Deus e seus conselhos, por que depender de Deus quando você pode ser igual a Ele? “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Gênesis 3:4,5

A ambição nos trouxe até aqui, a evolução e a tecnologia são os resultados de nossa ambição e busca pelo divino, o quão alto podemos chegar, o quão poderosos podemos ser, o quanto podemos descobrir?

O trabalho era para ser uma bênção, uma atividade que explora nossos conhecimentos, aprimora nossas habilidades e que nos faz crescer, mas como tudo que o inimigo toca (o fruto) o trabalho se tornou uma maldição, uma busca constante por segurança, certeza e estabilidade, Deus queria ser isso nas nossas vidas, mas nós cedemos o lugar dEle ao trabalho. Ele queria ser nosso sustento, mas nós escolhemos suar para comer. Ele queria que soubéssemos que nosso valor não se pode contabilizar, mas ainda assim nós medimos nosso valor de acordo com o nosso contra cheque. E, o que acontece quando já não temos isso para firmar nossa identidade e valor? Nos sentimos fracassados e sem valor!

“O mundo está em crise, mas eu estou em Cristo!”

Essa famosa frase que circula nas redes e nas rodas sociais, é uma prova de que Deus tem cuidado dos seus em meio a crise, Ele tem sustentado aqueles que chegam até Ele com os bolsos vazios, mas com o coração cheio. Eu creio que Deus esteja usando esse tempo de crise para nos mostrar nosso verdadeiro valor e propósito. A crise de fato só existe para aqueles que não aprenderam com Jesus a partilhar o pão, e a confiar no Deus provedor descrito em Mateus 6.

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Deixe Deus ser Deus na sua vida, deixe Ele cuidar de você em todos os detalhes. Pois, Ele, o teu Criador te conhece pelo nome, Ele sabe os teus gostos e desgostos, Ele tem a solução para todos os teus problemas e respostas para todas as tuas perguntas. “Ah, então porque Deus ainda não resolveu a minha vida?”, você deve estar se perguntando(?) Simplesmente porque Ele ainda não teve a sua permissão, você precisa dizer SIM para Jesus, e convidá-lo para morar no seu coração, só assim o Pai poderá fazer o reparos na sua vida, assim como uma casa se limpa de dentro para fora, da mesma forma o Senhor precisa purificá-lo de toda a sujeira que as bagagens do mundo trouxeram para dentro do seu coração. Quer conhecer mais sobre os planos de Deus para sua vida? Assista o vídeo abaixo! 😉

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