Luana Mattos | Writing a better world » Conteúdo em Português
"Do not conform to the pattern of this world, but be transformed by the renewing of your mind." Romans 12:2
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Não é comum que as pessoas compartilhem fotos como estas, pelo menos não quando o resultado é negativo. Caso você não saiba, essa é a única prova em que você deve tirar zero. Pela foto você pode perceber que eu passei longe disso, uma troca de marchas mal sucedida me renderam 5 pontos numa prova onde eu devia tirar no máximo 3.

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“É, não foi dessa vez,” eu pensei. E de maneira bastante confiante contei a minha mãe como estava feliz porque “tirando isso” todo o resto tinha ido bem:

Balizas Urna de votação com marca de verificação

Lombas Urna de votação com marca de verificação

Arrancadas Urna de votação com marca de verificação

Estacionamento Urna de votação com marca de verificação

Piscas Urna de votação com marca de verificação (exceto por um pisquinha que caiu e eu não reforcei)

Só que meia hora depois a ficha caiu e a garganta embargou: “Eu fracassei!” Por um detalhe, algo que podia ter sido evitado, melhor executado. Repasso toda a prova na minha cabeça, revivo tudo de novo e não posso evitar o sentimento de vergonha, eu falhei e agora terei que contar aos outros que virão me perguntar com os olhos brilhando e cheios de expectativas, como por questão de segundos eu fui reprovada no meu teste de direção.

E tal qual uma montanha russa eu fui ao chão, e tão logo fui ascendida com uma verdade irrefutável: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.” Isaías 55:9 Os caminhos dEle são mais altos, os pensamentos dEle vão além da minha compreensão. E de fato, eu não podia compreender, até que o Senhor ministrou ao meu coração, silenciou as vozes de desanimo e acusação, e me trouxe paz!

O Senhor me trouxe a memória as meninas da ginástica artística, as quais tenho acompanhado desde a fase classificatória, tenho visto como pequenos deslizes, desequilibro e falhas de execução podem encerrar de forma dolorosa quatro anos de treinamento rigoroso. Elas só terão essa chance de novo daqui a quatro anos, isso se ainda contarem com o patrocínio que cubra o custo dos treinos, viagens, roupas e a dieta restrita a qual se submetem. Eu no entanto, daqui a duas semanas posso tentar de novo. E posso falhar de novo, e continuar tentando até que consiga. Isso não diminui o meu valor, nem minha capacidade. Isso só torna o premio mais valioso, mais importante. Porque quando eu olhar para minha CNH eu não verei apenas o meu nome, eu verei a jornada, os obstáculos, as dificuldades, as falhas, o progresso e por fim, a aprovação!

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança.” Romanos 5:3,4

Por isso quando você falhar, não seja tão duro consigo mesmo, não se auto deprecie. Nem todos passam de primeira, nem todos ganham a medalha de ouro, mas todos podem tentar de novo, e de novo, e de novo… e certamente um dia alcançarão a vitória!

Na noite da ultima sexta-feira, 5 de agosto foram declarados abertos os Jogos Olímpicos, nada descreve melhor competitividade do que as Olimpíadas. Embora os jogos ocorram de forma bastante amigável e com espírito esportivo, lá no fundo a derrota sempre abala a autoestima do atleta que está competindo.Porém, esse sentimento de derrota e vitória não fazem parte apenas das competições olímpicas, mas sim do nosso cotidiano. Minha querida amiga, Carol Major traz nessa reflexão uma visão ampla sobre superação pessoal e a importância da competitividade.

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Getty Images

O ontem morreu, por Carol Major

Lutamos constantemente com nosso interior, travamos batalhas longas e esgotantes com nossa mente; remoemos nossas falhas e problemas, transitamos em uma estrada sem fim de conflitos internos.

Escondemos nossos medos, nos sabotamos, até que um dia perguntamos a nós mesmos: Como cheguei até aqui? E é nessa busca por respostas nos sentimos ainda mais perdidos.

Vivemos em um mundo de competitividade, onde medimos nossas conquistas e desafios pelo que o outro conquistou ou venceu. Precisamos estar sempre no mesmo nível que as outras pessoas para que possamos nos sentir bem-sucedidos; sendo assim quando o resultado não é o esperado nosso grande conflito começa, cada vez com mais força e veemência.

A competitividade é essencial para vida, devemos tê-la, e admira-la em nós, porém na nossa vida e em busca de nossa felicidade, ela deve ser totalmente diferente da ensinada no mundo corporativo. Na busca por resposta devemos competir com o “nós” de ontem, aquele que quase sentiu a fita se romper em sua cintura, e no ultimo milésimo de segundo desistiu, então a competitividade pessoal volta no seu eu de hoje com mais força, para conquistar aquele um milésimo de segundo, com muito mais vontade e superando a si mesmo.

Talvez a resposta para o sucesso e felicidade não esteja tão longe, esta somente em enfrentarmos nossas lutas gratos com o que temos, e sabendo que do mesmo jeito que superamos e o que já possuímos, também iremos conseguir, apenas tentando ser melhores do que fomos ontem, persistindo, e o mais importante sabendo do que podemos desistir, pois isso também requer coragem e vitória sobre o que éramos ontem.

Sem título

De acordo com o site Publish News, o livro Como Eu Era Antes de Você da autora britânica Jojo Moyes está em 1º lugar na lista dos livros mais vendidos no Brasil (fato que se repete há alguns meses já). Mas o que há por trás dessa capa tão singela? E porque um livro tão água com açúcar gerou tanta polêmica? Talvez seja porque o final do livro deixa um gostinho meio amargo na boca… Vejamos, o tema é controverso, afinal estamos falando de suicídio assistido.

Mesmo eu sabendo com antecedência qual seria o desfecho dessa história eu embarquei nela. Como já descrevi nessa resenha, li o livro super-rápido, estava intrigada. Sabia o começo e o fim, mas minha duvida era: será que o fim seria justificado pelo meio?

Particularmente, eu gostei da proposta do livro. Não posso atestar quanto a sua veracidade, pois não tenho nenhuma experiência no assunto, mas ele certamente abriu meus olhos para os desafios que pessoas com deficiência física enfrentam diariamente. Mas o livro é só uma fatia do bolo, não é correto afirmar que ele retrata de forma ampla a realidade de todos deficientes físicos. E é ai que mora o perigo, ao assumir o risco de manter o mesmo final do livro, a “dramédia romântica” gerou bastante revolta nos fãs da autora e também nas pessoas que convivem com a paralisia.

Diante desse fato, busquei a opinião de algumas pessoas a respeito do tema principal do filme, questionando que mensagem eles acreditam que a história de Will passa para o publico em geral. Afinal de contas, o filme faz apologia ao suicídio assistido? Romantiza a morte ou apenas traz a experiência de um personagem que não soube lidar com a sua atual condição?

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Quanto a minha resposta a pergunta que fiz a essas pessoas: Eu não sei que tipo de mensagem o livro/filme irá passar para o publico em geral, e para as pessoas com deficiência física, mas o que eu gostaria que eles extraíssem do filme é que suas vidas são importantes! Quando alguém diz que gostou do livro/filme, ela não está necessariamente dizendo que concordou com a decisão do Will, e é exatamente isso que muitos estão deixando passar, a história de Will e Lou não é uma apologia ao suicídio assistido, a revolta que fica quando os créditos sobem ou as ultimas páginas viram é a mensagem principal. Se você não gostou do final, é porque você sabe que uma deficiência ou doença congênita não é necessariamente o fim, e que todos os obstáculos podem ser superados com o amor e o apoio daqueles que amamos. É impossível concordarmos 100% a respeito de qualquer coisa, então que possamos manter nossas mentes abertas para conversas como essa, que nos fazem ir além dos limites do nosso cotidiano.

Segundo dados do IBGE: 6,2% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, e ao contrário do Will, muitas delas não tem condições de pagar pelo tratamento necessário. E através da nossa contribuição nós temos a oportunidade de mostrar o quanto essas vidas são importantes para nós.

Com sorte, toda essa polêmica em torno do filme servirá para quebrar paradigmas a respeito de pessoas com deficiências físicas, e abra a nossa mente para compreendermos melhor outras realidades.

Para mais histórias inspiradoras e informações, visite:

http://www.cantinhodoscadeirantes.com.br/

 https://www.facebook.com/ACADEF/

*Agradeço a todos que gentilmente contribuíram para essa matéria. Muito obrigada!

 

Hoje tenho a honra de apresentar a vocês uma amiga muito especial, Carol Major. 🙂 A Carol é uma daquelas pessoas raras que encontrei navegando nesse vasto mar que se chama internet. Ela assim como eu ama livros e não dispensa um boa história de amor, sabendo que a maior delas é a de Deus pela humanidade. Ela também é dona de um coração enorme que se expressa através das palavras, que ela gentilmente compartilhará conosco hoje e no futuro!

Guarda-Chuva Amarelo by Carol Major

Um grande amigo meu costuma comparar algumas pessoas com chocolates… É algo engraçado para se comparar, mas não discuto, pois disso tirei uma grande lição.

Seguindo essa lógica, as melhores pessoas, as mais bonitas são como os chocolates mais caros, de marcas famosas. Desde que nos conhecemos eu já subi uma marca, isso provavelmente é bom, seguindo ainda a lógica dele. Porém há alguns dias, passando por uma docería me deparei com um chocolate, que fez parte da minha infância, não é de marca e ele tem formato de um guarda-chuva, e por incrível que pareça mesmo com todos os aumentos e variações, e todo o tempo, ele continua com o mesmo valor, financeiramente falando, e também continua com o mesmo valor sentimental pra mim.

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imagem internet

Lembro-me de ver esse chocolate na prateleira e ser tomada por uma nostalgia sem tamanho, me lembrei de como eu ficava feliz quando saía passear com meu avô e ele me dava um desses. Nesse momento eu desejei ser esse chocolate na vida das pessoas, e passei a entender que as pessoas que mais amo já são aquele chocolate. Na maioria das vezes queremos agradar tanto, passar uma imagem tão forte, e cheia de prepotência e aparência, que esquecemos que o que mais atrai são as coisas simples.

Que possamos passar na vida das pessoas e deixar um gosto de infância, de momentos únicos onde aparência não importa. Que as pessoas possam nos ver de maneira simples, sem grandes holofotes. Talvez não seja o mais atrativo na vitrine, mas é alguém que sempre desperta o melhor em cada um de nós. Em resumo, espero ser aquele guarda-chuva de chocolate, embalado em papel amarelo e desenhos malucos, espero ser sempre simples e não alterar meus valores, que assim seja para sempre.

Sem título

 

 

Antes de mais nada quero dizer que não sou, nem tenho a intenção de me tornar uma critica de filmes, sou apenas uma telespectadora que gosta de ir mais além dos créditos finais. Tendo dito isso, prossigamos… Recentemente eu assisti dois filmes de ação, (que devo dizer não é o meu gênero favorito mas que aprecio de vez em quando), ambos os títulos geraram muita expectativa por se tratarem de uma releitura de dois clássicos do cinema: Jurassic World (2015) e Exterminador do Futuro – Gênesis (2015).

O site Rotten Tomatoes conhecido por sua credibilidade e criticas deu aos filmes a seguinte avaliação:

Jurassic World: não pode coincidir com o original por pura criatividade e impacto, mas funciona em seu próprio direito como um entretenimento – e visualmente deslumbrante – suspense de pipoca.

Exterminador do Futuro – Gênesis: atolada em sua mitologia confusa, Terminator: Genisys é uma recauchutagem cambaleante que não tem a profundidade temática, a inteligência conceitual, ou emoções visuais que lançaram esta franquia outrora poderosa.

Segundo o site, Jurassic World foi avaliado com aprovação de 79% superando os 26% recebidos pelo Exterminador do Futuro – Gênesis. Li algumas criticas e as compreendi, em matéria de ação, efeitos e expectativas elas fazem todo o sentido. Mas se levarmos em consideração outros aspectos como roteiro e veracidade, para mim o Exterminador do Futuro ganha disparado.

Em Jurassic World vemos as mulheres mais uma vez retratadas como fúteis e quase inúteis diante de uma ameaça eminente, é bem provável que eu me intimidasse diante de um mega tiranossauro com sede de sangue, mas a vida já nos deu provas suficientes que quando nossa sobrevivência está em perigo somos mais fortes do que se imagina, em Jurassic World também encontramos um roteiro vazio com frases que parecem ter sido tiradas na sorte, sendo que a maioria dos clichês saíam da boca das mulheres.  Claire Dearing, é supostamente uma gerente de operações bem sucedida que gerencia o Park dos dinossauros, logo se imagina que estamos diante de uma mulher imponente e segura de si, mas suas palavras exalam insegurança e duvida. O que em contraste com o original mostra o quanto decaímos no conceito de empoderamento da mulher. Já dizia o velho ditado, “quem muito fala, pouco faz”, nunca antes se falou tanto em empoderamento e pouco se fez a respeito.

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Em Exterminador do Futuro – Gênesis, por outro lado, temos um filme de ação com falas precisas e bem escritas. Temos Sarah Connor, (o centro de uma historia ainda a ser explorada) que no começo é descrita como uma garçonete que carrega o fardo de saber que seu futuro não é muito promissor,  mas que surpreende a todos ao entrar em cena como uma mulher decidida e segura de si, que age quando tem que agir mas que se permite relaxar e baixar a guarda de vez em quando. Que não tem medo de demonstrar vulnerabilidade e sentimentos.

This image released by Paramount Pictures shows Emilia Clarke in a scene from "Terminator: Genisys,î the fifth film in the series created by James Cameron in 1984. (Melinda Sue Gordon/Paramount Pictures via AP)

Image released by Paramount Pictures shows Emilia Clarke in a scene from Terminator: Genisys, created by James Cameron in 1984. (Melinda Sue Gordon/Paramount Pictures via AP)

Para mim foi quase impossível não comparar a forma como esses dois clássicos de ação retrataram a figura da mulher, assim como os diálogos entre as cenas. Eu amo roteiros bem escritos, e cenas bem dirigidas onde nenhuma palavra precisa ser dita para que o filme expresse sua mensagem. Como disse, não sou expert no assunto, mas sou uma admiradora de quem sabe usar essa arte para instigar as pessoas a pensarem além de suas cabeças, e na minha opinião o Exterminador do Futuro – Gênesis soube como fazer isso de forma equilibrada.

Aos críticos de cinema, sei que o filme não atingiu as expectativas dos fãs da saga, e que não foi um sucesso de bilheteria como se esperava, mas acredito que vale a pena apostar na sequencia, pois caso contrario estarão desistindo de um enredo e elenco com muito potencial.

Concordam? Discordam? Deixe seu comentário abaixo! 😉

 

 

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