Luana Mattos | Writing a better world
"Do not conform to the pattern of this world, but be transformed by the renewing of your mind." Romans 12:2
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06.21.2016
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Eu estou chocada. Mas talvez eu não devesse estar, afinal, não é a primeira vez que pessoas inocentes morrem sem motivo algum. Aliás, é engraçado pensar que por algum motivo pessoas “merecessem” morrer. A morte, por mais que faça parte do ciclo da vida, nem sempre ocorre de forma natural. Nem parece certo. Porque não fomos criados para a morte, e sim para a vida!

Na madrugada de sábado, 11, Christina Grimmie foi assassinada a tiros durante uma sessão de autógrafos após um show em Orlando, nos Estados Unidos. Na madrugada seguinte um atentado à boate gay, Pulse, registraria o maior número de vítimas da história moderna dos Estados Unidos. Estes dois casos compartilham coisas em comum, ambos aconteceram em Orlando nos EUA, ambos acabaram com vidas inocentes, e ambos são o resultado da soma de uma mente perturbada, uma mão e um gatilho. Uma soma que subtrai vidas, multiplica vitimas e divide corações.

Há semanas tenho acompanhado internautas do mundo todo debatendo sobre quem é o culpado no caso do Gorila, o mesmo se repete todas as vezes que algo que foge a nossa alçada acontece. Eu entendo a necessidade de apontar um culpado, isso é comum a todo ser humano, uma vez que encontramos o culpado e o fazemos pagar pelos seus erros nos sentimos mais leves, com a sensação de dever comprido, mas não seria isso apenas uma ilusão? Afinal, de que forma encontrar o culpado mudará o que aconteceu? Ou evitará que isso venha se repetir? Não seria mais eficaz concentrarmos nossa capacidade intelectual para identificar as causas mais do que os culpados?

Existem situações onde encontrar o culpado não resolve. Ambos os atiradores foram mortos, mas isso não mudou em nada o que eles fizeram. Descobrir o culpado não traz as vidas que eles tiraram de volta, nem previne que isso se repita. Está na hora de cortarmos o mal pela raiz, ao invés de apenas podarmos os galhos secos.

Quer um culpado para os problemas do mundo? Olhe-se no espelho, todos temos culpa. “Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” diz a Bíblia em Tiago 4:17, em outras palavras, como diria Voltaire: “Todo o homem é culpado do bem que não fez”. A culpa nos corrói, mas a negação nos mata. Reconhecer a nossa parcela de culpa pode ser incomodo e desconfortável, mas talvez seja a única forma de sairmos da zona de conforto, de nos recusarmos a repetir os erros de nossos antepassados, de darmos um basta a tanta violência e guerra!

Isto não está certo! Esta não pode ser a nossa realidade: uma tragédia calcificando a outra, corações duros e calejados depois de tantas perdas… Fazendo disso algo tão normal e corriqueiro a ponto de estarmos conformados e acomodados, a ponto de não gerar mais revolta dentro de nós.

Hoje, duas canções de interpretes distintos falam ao meu coração, elas me inspiram a ser a diferença, e recusar os padrões deste mundo:

Man In The Mirror, do Michael Jackson:

Eu estou começando com o homem no espelho, estou lhe pedindo que mude suas maneiras. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara: Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça essa mudança!

Eu estou começando com o homem no espelho, estou lhe pedindo que mude suas maneiras. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara: Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça essa mudança!

I Refuse do Josh Wilson:

Este mundo precisa de Deus Mas é mais fácil de ficar e assistir, eu poderia fazer uma oração e seguir em frente como se nada estivesse errado. Mas eu me recuso! Porque eu não quero viver como eu não me importasse, eu não quero fazer outra oração vazia. Oh, eu recuso me sentar e esperar que alguém faça o que Deus me chamou para fazer!

Depois de derramar todas as lágrimas com o fatídico final de “Como Eu Era Antes de Você”, lá estava eu inconformada, mas tentando seguir em frente… E justo quando eu pensava que Jojo Moyes não poderia me fazer lamentar mais ainda a perda de Will, decido ler a sequência do livro, apenas para descobrir que sim, Jojo Moyes ainda iria me fazer chorar.

Em “Depois de Você”, como já era de se esperar, nossa querida Lou está arrasada com a morte prematura e trágica de Will. Os traumas de assistir sua morte sem poder fazer ou dizer nada a marcaram de uma forma indescritível. Se no final de “Como Eu Era Antes de Você” nós pensávamos que a Lou iria seguir em frente, voltar a estudar e se aventurar mundo afora, “Depois de Você”, vem como um lembrete de que a vida não é um conto de fadas, muito menos depois que seu príncipe encantado desiste de viver.

 

“Depois de você, continuação de Como eu era antes de você, dá sequência à história de Lou Clark. Morando em um flat em Londres, ela trabalha agora como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.”

Fonte: Editora Intrínseca

 

Assim como um acidente deu início a uma nova fase na vida de Will Traynor, outro acidente pode mudar o rumo das coisas na vida de Louisa Clark, isso é claro, se ela aceitar que a vida continua e que amar outra pessoa não diminuirá o amor que ela sente por Will.

Escrever esse livro não estava nos planos de Jojo, mas assim como a Lou não saiu das nossas cabeças após lermos a ultima página de “Como Eu Era Antes de Você”, ela também não saiu da cabeça de Jojo que pode reviver toda essa história ao escrever o script da adaptação cinematográfica do livro (que estreia dia 16 de junho no Brasil!), foi dai que surgiu a ideia de dar continuidade à história, porque uma pergunta ainda pairava no ar, “O que acontece agora?”, essa indagação somada a todos os “e ses” que surgem após uma perda deu origem a sequencia tão requisitada pelos fãs.

Quanto a minha opinião sobre o livro, confesso que esperava algo diferente no começo, mas como escritora eu sei que nem sempre temos poder sobre nossas personagens que insistem em firmar suas identidades a qualquer custo, Lou não é a mesma Lou que conhecemos, mas isso não quer dizer que ela tenha mudado na essência, o que acontece em “Depois de Você” é que vemos uma Lou que nunca se permitiu desistir, deixando-se afogar em um vale de depressão, e quando ela está prestes a dar o último suspiro tudo muda e a história ganha outro rumo.

“Depois de Você” aborda temas como: as dificuldades de seguir em frente, recomeços, segundas chances e perdão. Mas se você espera um conto de fadas e um final perfeito esse livro não atenderá suas expectativas, Jojo Moyes já provou ser uma escritora contemporânea que sabe como encontrar beleza nos dramas do cotidiano.

I finished reading Me Before You, and as you can imagine I’m in pieces. I read some reviews that warned me about the dangers of this book, and how it would break my heart, but somehow I did not think this book would have this effect on me too. I was wrong, very wrong.

I love reading, I really do! I read all the time, I read even when you do not want to read, is something I cannot control, but when it comes to books, as much as I enjoy reading stories, I’m a slow reader, it takes me weeks, sometimes months to read a book. In my defense I must say that this is because I usually read on my commute, a 30 minute bus ride, but I confess that when I’m at home, even in my spare time I rarely picked up a book to read – I have other priorities, which is almost an irony considering that in my family I’m known as “addicted to buying books,” despite not having read most of them (yet!).

Once again in my defense, I claim that every book has its time; there are books that will only be fully appreciated when read at the right time, because sometimes our mind is not prepared for what is to come. Luckily I was emotionally prepared for Me Before You, I had seen the trailer for the film adaptation, and my dear sister who had read the book before me, dropped a bombshell hard to dodge (thanks Josi). So, with the images of Sam Claflin and Emilia Clarke as Will and Lou, and Jenna Coleman as Treena in mind, there I was staring at the first page of the book which I knew would mess up with me.

Make sure to grab your copy asap!

Make sure to grab your copy asap!

Although it is tragic like most novels usually are (who has read Nicholas Sparks knows what I’m talking about), Me Before You is far from being a cliché. Instead, the author Jojo Moyes, ventures into a rather sensitive issue: assisted suicide.

“Lou Clark knows lots of things. She knows how many footsteps there are between the bus stop and home. She knows she likes working in The Buttered Bun tea shop and she knows she might not love her boyfriend Patrick.

What Lou doesn’t know is she’s about to lose her job or that knowing what’s coming is what keeps her sane.

Will Traynor knows his motorcycle accident took away his desire to live. He knows everything feels very small and rather joyless now and he knows exactly how he’s going to put a stop to that.

What Will doesn’t know is that Lou is about to burst into his world in a riot of colour. And neither of them knows they’re going to change the other for all time.”

This is the official synopsis of the book, and I will not add more information to not spoil your reading (like my sister did), I would just like to record here my affection for the characters in this book, for the beautiful love story that is told here, and the many questions that arise when the last page is turned. This is one of those books that makes you see life from another angle, it broadens your horizons and make you think of the possible, the impossible and the unimaginable.

I must add, however, that this book aroused the avid reader that had fallen asleep inside me, I read it in a week, which considering the number of pages, it’s almost a record for me, something that has not happened since Harry Potter. Jojo Moyes has a unique way of captivating the reader, of bringing you into the story and make you want to be part of it. At the end of the book all I wanted to do was to hug Lou tight, and tell her she could count on me, that I know what she was going through and that everything would be all right in the end, because the truth is that, eventually, it always does.

I watched the trailer several times while reading, in part because I wanted to have a better view of the places and characters, and also to make a brief comparison with the book. The trailer makes the story seem a little corny, but I swear it is not. Me Before You is one of the most realistic romances I’ve ever read, here there are no fairy tales, no sugarcoat, just people being who they are.

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