Luana Mattos | Writing a better world » Arquivo » Jurassic World vs. Exterminador do Futuro – Qual filme ganha em “empoderamento feminino”?
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Antes de mais nada quero dizer que não sou, nem tenho a intenção de me tornar uma critica de filmes, sou apenas uma telespectadora que gosta de ir mais além dos créditos finais. Tendo dito isso, prossigamos… Recentemente eu assisti dois filmes de ação, (que devo dizer não é o meu gênero favorito mas que aprecio de vez em quando), ambos os títulos geraram muita expectativa por se tratarem de uma releitura de dois clássicos do cinema: Jurassic World (2015) e Exterminador do Futuro – Gênesis (2015).

O site Rotten Tomatoes conhecido por sua credibilidade e criticas deu aos filmes a seguinte avaliação:

Jurassic World: não pode coincidir com o original por pura criatividade e impacto, mas funciona em seu próprio direito como um entretenimento – e visualmente deslumbrante – suspense de pipoca.

Exterminador do Futuro – Gênesis: atolada em sua mitologia confusa, Terminator: Genisys é uma recauchutagem cambaleante que não tem a profundidade temática, a inteligência conceitual, ou emoções visuais que lançaram esta franquia outrora poderosa.

Segundo o site, Jurassic World foi avaliado com aprovação de 79% superando os 26% recebidos pelo Exterminador do Futuro – Gênesis. Li algumas criticas e as compreendi, em matéria de ação, efeitos e expectativas elas fazem todo o sentido. Mas se levarmos em consideração outros aspectos como roteiro e veracidade, para mim o Exterminador do Futuro ganha disparado.

Em Jurassic World vemos as mulheres mais uma vez retratadas como fúteis e quase inúteis diante de uma ameaça eminente, é bem provável que eu me intimidasse diante de um mega tiranossauro com sede de sangue, mas a vida já nos deu provas suficientes que quando nossa sobrevivência está em perigo somos mais fortes do que se imagina, em Jurassic World também encontramos um roteiro vazio com frases que parecem ter sido tiradas na sorte, sendo que a maioria dos clichês saíam da boca das mulheres.  Claire Dearing, é supostamente uma gerente de operações bem sucedida que gerencia o Park dos dinossauros, logo se imagina que estamos diante de uma mulher imponente e segura de si, mas suas palavras exalam insegurança e duvida. O que em contraste com o original mostra o quanto decaímos no conceito de empoderamento da mulher. Já dizia o velho ditado, “quem muito fala, pouco faz”, nunca antes se falou tanto em empoderamento e pouco se fez a respeito.

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Em Exterminador do Futuro – Gênesis, por outro lado, temos um filme de ação com falas precisas e bem escritas. Temos Sarah Connor, (o centro de uma historia ainda a ser explorada) que no começo é descrita como uma garçonete que carrega o fardo de saber que seu futuro não é muito promissor,  mas que surpreende a todos ao entrar em cena como uma mulher decidida e segura de si, que age quando tem que agir mas que se permite relaxar e baixar a guarda de vez em quando. Que não tem medo de demonstrar vulnerabilidade e sentimentos.

This image released by Paramount Pictures shows Emilia Clarke in a scene from "Terminator: Genisys,î the fifth film in the series created by James Cameron in 1984. (Melinda Sue Gordon/Paramount Pictures via AP)

Image released by Paramount Pictures shows Emilia Clarke in a scene from Terminator: Genisys, created by James Cameron in 1984. (Melinda Sue Gordon/Paramount Pictures via AP)

Para mim foi quase impossível não comparar a forma como esses dois clássicos de ação retrataram a figura da mulher, assim como os diálogos entre as cenas. Eu amo roteiros bem escritos, e cenas bem dirigidas onde nenhuma palavra precisa ser dita para que o filme expresse sua mensagem. Como disse, não sou expert no assunto, mas sou uma admiradora de quem sabe usar essa arte para instigar as pessoas a pensarem além de suas cabeças, e na minha opinião o Exterminador do Futuro – Gênesis soube como fazer isso de forma equilibrada.

Aos críticos de cinema, sei que o filme não atingiu as expectativas dos fãs da saga, e que não foi um sucesso de bilheteria como se esperava, mas acredito que vale a pena apostar na sequencia, pois caso contrario estarão desistindo de um enredo e elenco com muito potencial.

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