Luana Mattos | Writing a better world
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Como muitos já devem ter visto nas redes sociais a Netflix está produzindo um Revival da série de TV Americana, Gilmore Girls. (Viva!)

A continuação de Gilmore Girls será ambientada nos dias atuais e terá quatro episódios de 90 minutos. E cada história vai se passar durante uma estação do ano. Logo, o revival vai se chamar Gilmore Girls: A Year in Life e os episódios terão os títulos “Inverno”, “Primavera”, “Verão” e “Outono”. Fonte: Adoro Cinema

Um reboot da série era algo que os fãs de Gilmore Girls estavam aguardando desde que a série foi cancelada de forma repentina em 2007, pois embora houvesse alguns rumores a cerca do futuro da série, o cancelamento era definitivamente algo que Lauren Graham, atriz que deu vida a nossa amada Lorelai Gilmore, não estava esperando.

(Lauren Graham and Alexis Bledel in 'Gilmore Girls.' The CW/Everett Collection)

(Lauren Graham and Alexis Bledel in ‘Gilmore Girls.’ The CW/Everett Collection)

“Nós filmamos o último episódio e não fazíamos ideia. Houve algumas idas e vindas sobre o que ia acontecer. Eu estava em um restaurante e eu havia desligado meu telefone. Então o garçom chega à mesa e ele estava tipo ‘Você Lauren Graham? ’, E eu respondi, ‘Sim. ’ Então ele diz, ‘Seu agente está no telefone. ’ Eu pensei que estava em um filme dos anos 40 ou algo assim. Eu fui até ao telefone e disse ‘Olá’, e ele disse ‘Está cancelada. ’ E foi assim que eu descobri que era o fim.” Contou Lauren em uma entrevista no Late Night with Seth Meyers

Graças a Netflix o Brasil inteiro tem agora a oportunidade de rever e maratonar todas as temporadas de Gilmore Girls, e comigo não foi diferente, iniciei a partir da 2ª temporada, pois já havia assistido recentemente a 1ª em DVD, e em algumas semanas cheguei à temporada que eu sabia, não seria a mais fácil de assistir, primeiro porque se tratava da ultima temporada da série e segundo por que seria uma temporada sem Amy Palladino.

Quando Amy Sherman-Palladino e seu marido, Daniel Palladino não renovaram seu contrato com a CW para produzir a 7ª temporada de Gilmore Girls o público já imaginava que haveria mudanças na dramédia mais querida da TV Americana, e logo o novo produtor executivo David S. Rosenthal foi alvo das criticas do público, e alguns fãs recusaram-se a continuar assistindo a série sem os Palladinos por trás das câmeras.

Eu particularmente iniciei a 7ª temporada com algumas reservas, eu havia lido as criticas e sabia que a própria Amy não aprovara o desenrolar da trama. Mas eu precisava deixar isso de lado e conferir com meus próprios olhos, e se possível de forma imparcial.

Parte da revolta dos fãs da série se deu ao fato de Lorelai ter corrido para os braços de Christopher (pai de Rory) logo após seu termino com Luke, mas o que muitos esquecem é que esse plot twist foi determinado pela Amy no final da 6ª temporada, ou seja, o que mais os escritores poderiam fazer?

Veja os bastidores do Revival.

Embora tenha sido doloroso assistir Lorelai não sendo ela mesma por longos 14 episódios, eu compreendi que ela precisava viver esse amor platônico que ela e Chris nutriram desde o colegial. Lorelai precisava se dar conta de que o que ela sentia pelo Chris não era amor de verdade, que embora ele fosse uma espécie de porto seguro para o qual ela corria ao final de cada relacionamento fracassado, isso não o tornava a primeira opção. O problema deles nunca foi o timing, o fato de eles estarem sempre se desencontrando era um indicativo de que eles nunca estiveram na mesma página.

Sim, os primeiros 14 episódios da 7ª temporada foram uma tortura para a maioria dos fãs, mas se analisarmos na vida real nós demoramos mais do que isso para nos darmos conta de que estamos investindo nosso tempo e sentimentos na coisa errada. Portanto, permaneça firme com a Lorelai nessa jornada de autodescobrimento. E sejamos honestos, a 7ª temporada teve momentos marcantes como alguns dos diálogos entre Lorelai e Emily, Rory e Lane, e Zach e Luke. Momentos que brindaram o tema central da série que sempre foi a amizade entre mãe e filha! ♥

Curiosidade: Logo após a saída dos Palladinos, Lauren entrou como uma das produtoras da série, “Eu realmente senti que eu estava fazendo o trabalho de um produtor. E, com o intuito de criar à medida que avançávamos – o que eu acreditava que aconteceria no momento – Eu realmente esperava que as pessoas reconhecessem o trabalho diferente que eu estava fazendo. E, eventualmente, eles fizeram isso. Quando o criador do show vai embora, os atores acabam sendo as pessoas que estiveram lá por mais tempo. E estiveram mais envolvidos com onde a história estava indo, eu senti que estava tendo um papel mais ativo.” Contou Lauren em entrevista ao TV Guide.

Felizmente eu terminei a última temporada as vésperas do Revival, do contrario o sentimento de perda seria muito maior. Gilmore Girls certamente foi encerrada prematuramente, pois o Season Finale deixou diversas pontas soltas, enredos em potencial que poderiam ter garantido mais umas três temporadas, no mínimo. Mas se assim fosse nós não teríamos rido e chorado Lauren Graham como Sarah em Parenthood, nem veríamos Melissa McCarthy dando um show de comédia nas telonas. Esse é o show business, às vezes precisamos perder para ganhar, e que venha o Revival porque já estou morrendo de saudades de Stars Hollow e seus habitantes nada convencionais!

Gilmore Girls: A Year in the Life está previsto para ir ao ar no dia 25 de Novembro desse ano pela Netflix. Enquanto isso confira o primeiro teaser da série:

Quer ficar por dentro de tudo que está acontecendo no mundo Gilmore? Não deixe se acessar o site Gilmore Girls Brasil: http://gilmoregirls.com.br/

Não é comum que as pessoas compartilhem fotos como estas, pelo menos não quando o resultado é negativo. Caso você não saiba, essa é a única prova em que você deve tirar zero. Pela foto você pode perceber que eu passei longe disso, uma troca de marchas mal sucedida me renderam 5 pontos numa prova onde eu devia tirar no máximo 3.

20160815_182739

“É, não foi dessa vez,” eu pensei. E de maneira bastante confiante contei a minha mãe como estava feliz porque “tirando isso” todo o resto tinha ido bem:

Balizas Urna de votação com marca de verificação

Lombas Urna de votação com marca de verificação

Arrancadas Urna de votação com marca de verificação

Estacionamento Urna de votação com marca de verificação

Piscas Urna de votação com marca de verificação (exceto por um pisquinha que caiu e eu não reforcei)

Só que meia hora depois a ficha caiu e a garganta embargou: “Eu fracassei!” Por um detalhe, algo que podia ter sido evitado, melhor executado. Repasso toda a prova na minha cabeça, revivo tudo de novo e não posso evitar o sentimento de vergonha, eu falhei e agora terei que contar aos outros que virão me perguntar com os olhos brilhando e cheios de expectativas, como por questão de segundos eu fui reprovada no meu teste de direção.

E tal qual uma montanha russa eu fui ao chão, e tão logo fui ascendida com uma verdade irrefutável: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.” Isaías 55:9 Os caminhos dEle são mais altos, os pensamentos dEle vão além da minha compreensão. E de fato, eu não podia compreender, até que o Senhor ministrou ao meu coração, silenciou as vozes de desanimo e acusação, e me trouxe paz!

O Senhor me trouxe a memória as meninas da ginástica artística, as quais tenho acompanhado desde a fase classificatória, tenho visto como pequenos deslizes, desequilibro e falhas de execução podem encerrar de forma dolorosa quatro anos de treinamento rigoroso. Elas só terão essa chance de novo daqui a quatro anos, isso se ainda contarem com o patrocínio que cubra o custo dos treinos, viagens, roupas e a dieta restrita a qual se submetem. Eu no entanto, daqui a duas semanas posso tentar de novo. E posso falhar de novo, e continuar tentando até que consiga. Isso não diminui o meu valor, nem minha capacidade. Isso só torna o premio mais valioso, mais importante. Porque quando eu olhar para minha CNH eu não verei apenas o meu nome, eu verei a jornada, os obstáculos, as dificuldades, as falhas, o progresso e por fim, a aprovação!

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança.” Romanos 5:3,4

Por isso quando você falhar, não seja tão duro consigo mesmo, não se auto deprecie. Nem todos passam de primeira, nem todos ganham a medalha de ouro, mas todos podem tentar de novo, e de novo, e de novo… e certamente um dia alcançarão a vitória!

Na noite da ultima sexta-feira, 5 de agosto foram declarados abertos os Jogos Olímpicos, nada descreve melhor competitividade do que as Olimpíadas. Embora os jogos ocorram de forma bastante amigável e com espírito esportivo, lá no fundo a derrota sempre abala a autoestima do atleta que está competindo.Porém, esse sentimento de derrota e vitória não fazem parte apenas das competições olímpicas, mas sim do nosso cotidiano. Minha querida amiga, Carol Major traz nessa reflexão uma visão ampla sobre superação pessoal e a importância da competitividade.

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Getty Images

O ontem morreu, por Carol Major

Lutamos constantemente com nosso interior, travamos batalhas longas e esgotantes com nossa mente; remoemos nossas falhas e problemas, transitamos em uma estrada sem fim de conflitos internos.

Escondemos nossos medos, nos sabotamos, até que um dia perguntamos a nós mesmos: Como cheguei até aqui? E é nessa busca por respostas nos sentimos ainda mais perdidos.

Vivemos em um mundo de competitividade, onde medimos nossas conquistas e desafios pelo que o outro conquistou ou venceu. Precisamos estar sempre no mesmo nível que as outras pessoas para que possamos nos sentir bem-sucedidos; sendo assim quando o resultado não é o esperado nosso grande conflito começa, cada vez com mais força e veemência.

A competitividade é essencial para vida, devemos tê-la, e admira-la em nós, porém na nossa vida e em busca de nossa felicidade, ela deve ser totalmente diferente da ensinada no mundo corporativo. Na busca por resposta devemos competir com o “nós” de ontem, aquele que quase sentiu a fita se romper em sua cintura, e no ultimo milésimo de segundo desistiu, então a competitividade pessoal volta no seu eu de hoje com mais força, para conquistar aquele um milésimo de segundo, com muito mais vontade e superando a si mesmo.

Talvez a resposta para o sucesso e felicidade não esteja tão longe, esta somente em enfrentarmos nossas lutas gratos com o que temos, e sabendo que do mesmo jeito que superamos e o que já possuímos, também iremos conseguir, apenas tentando ser melhores do que fomos ontem, persistindo, e o mais importante sabendo do que podemos desistir, pois isso também requer coragem e vitória sobre o que éramos ontem.

Sem título

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